MOBILIZAÇÃO

Taxistas complicam trânsito com “carreata-protesto” por melhores confições de trabalho

O objetivo é conseguir gratuidade em curso de capacitação. Eles também pedem que táxis de outras cidades não entrem mais na Capital

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 24/02/2015 às 7:19
Foto: Edmar Melo / JC Imagem


Após reunião com o secretário de Governo e Participação Social, Sileno Guedes, chegou ao fim o protesto de taxistas, nesta terça-feira (24). O objetivo da mobilização era de reivindicar a gratuidade do curso de capacitação exigido dos motoristas, além de pedir reforço na fiscalização de veículos de outras cidades, que acabam atuando na capital. De acordo com o secretário, a Prefeitura vai estudar maneiras de baratear o custo do curso e a fiscalização já é feita. No último ano, 75 veículos teriam sido apreendidos.



São 36 horas/aulas de curso e o custo individual de R$ 200; valor considerado alto pelos trabalhadores. O curso de reciclagem implementado por meio de lei federal vai ser exigido no recadastramento anual da categoria de 2016. O ato foi coordenado pela Associação dos Profissionais de Táxi do Recife, entidade dissidente do sindicato da categoria.



Foto: Edmar Melo / JC Imagem


A carreata começou com concentração na Avenida Beira Rio, nas imediações da Ponte da Capunga, às 10h. De lá, os táxis seguiram pelas avenidas Conde da Boa Vista, Dantas Barreto, Nossa Senhora do Carmo, Ponte Buarque de Macedo e Cais do Apolo.

O presidente da Associação, Sandro Cavalcanti, afirma que não é a primeira vez que os colegas gritam:

O grupo, por quatro vezes, tentou ser recebido pela Prefeitura, e conseguiu protocolar um documento exigindo atenção à pauta, e não foram atendidos. Eles pedem ainda que a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) disponibilize um canal de denúncia de táxis irregulares trabalhando na capital.



Foto: Lélia Perlim / Rádio Jornal

Por volta das 14h30, os motoristas que estavam na Ponte Buarque de Macedo impedidos pela CTTU e a PM de seguir para a Prefeitura foram liberados. Eles seguiram em fila indiana para a sede do executivo-municipal.



Uma comissão de seis taxistas foi recebida na Prefeitura. Enquanto isso, os taxistas faziam fila de carros na Avenida Cais do Apolo esperando o resultado da reunião. O trânsito fluiu com retenções.

Foto: Reprodução / CTTU


Pelo trajeto, motoristas e pedestres sofreram com o congestionamento. Os manifestantes resolveram parar o cortejo na altura da Agamenon Magalhães. Um engarrafamento quilométrico foi registrado.

Em nota, a CTTU diz que o curso é necessário para aprimorar o serviço prestado à população. A grade inclui 36 horas referentes ao respeito à sinalização e circulação de ciclistas, pedestres e a acessibilidade. Sobre a fiscalização de táxis clandestinos, informa que conta com 60 agentes, realizando fiscalizações rigorosas. A multa para quem faz transporte irregular pode chegar a mais de R$ 3 mil.