REALIDADE E ESTATÍSTICA

Mulheres jovens e casadas são as principais vítimas de violência em Pernambuco

Em 2014, as unidades de saúde do Estado notificaram 4.324 casos de violência contra a mulher. Desse total, 43% tinham entre 20 e 29 anos.

Com informações da Secretaria de Saúde
Com informações da Secretaria de Saúde
Publicado em 06/03/2015 às 10:04
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Imagem: reprodução/internet


Jovens e casadas. Esse é o perfil da maioria das mulheres vítimas de violência em Pernambuco, de acordo com os dados do Sistema de Informação sobre Agravos de Notificação (Sinam), que reúne os registros de atendimento à mulher de hospitais públicos e privados. Só em 2014, as unidades de saúde do Estado notificaram 4.324 casos de violência contra a mulher, com idades entre 20 e 59 anos. De acordo com o Sinam, as agressões físicas são as principais formas de violência, somando 3.235 casos registrados. Além disso, foram notificados 1.337 casos de violência psicológica, 328 de abuso sexual e 70 de tortura.

As mulheres mais jovens, com idades entre 20 e 29 anos, são as principais vítimas das agressões. Do total de mulheres atendidas nas unidades de saúde pernambucanas, no ano passado, 1.885 (43%) encontravam-se nessa faixa etária. Logo em seguida, aparecem as agressões contra mulheres com idades entre 30 e 39, com 1.472 (34%) notificações.

Os dados apontam ainda que o maior perigo está dentro de casa. Em 53% (2.318) dos casos, as agressões ocorreram dentro da própria residência da vítima e o cônjuge foi o responsável pela violência em 942 casos. Além disso, outros 469 casos foram relatados tendo o ex-cônjuge como agressor.

Referência estadual no atendimento às mulheres vítimas de violência, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, localizado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), funciona 24 horas por dia, e conta com uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, todos a postos para auxiliar o público feminino em caso de violência sexual, física ou moral.

No momento em que a mulher chega, ela é recebida por uma assistente social, responsável pelo acolhimento. Depois, encaminhada ao médico e enfermeira e ainda à psicóloga de plantão. Na consulta, verificam-se os protocolos necessários a cada caso. Quando o atendimento é relacionado à agressão sexual, por exemplo, o protocolo inclui o uso de contraceptivo de emergência, do coquetel para DST/HIV, exames subsequentes e, se necessário, o aborto previsto em lei. Todas as medidas são rigorosamente analisadas pelos médicos e equipe de plantão.

Já no interior do Estado, todos os hospitais regionais contam com equipes preparadas para realizar o primeiro atendimento á paciente e notificar a agressão. Essas equipes atuam em contato com os Centros de Referência Especializados de Assistência Sociais (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras) municipais, para onde as vítimas são encaminhadas após o primeiro atendimento.

DADOS 2013 - No ano de 2013, as unidades de saúde da rede estadual notificaram 4.523 casos de violência contra mulher, sendo 3.422 (física), 1.682 (psicológica), 74 (tortura ) e 351 sexual. Em relação a faixa etária das vítimas, 2.422 tinham entre 20 e 29 anos e 1.845 tinham entre 30 e 39.

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