ENTREVISTA

"Pacote anticorrupção de Dilma é incompatível à dimensão dos problemas", diz Tadeu Alencar

Apesar de considerar que as medidas "chegaram defasadas", socialista comemorou o fortalecimento do combate à corrupção

Da Rádio Jornal
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Publicado em 19/03/2015 às 11:33
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Tadeu Alencar é o 3º vice-presidente da Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados
Foto: Divulgação


No dia seguinte ao lançamento pela presidente Dilma do "Pacote Anticorrupção", o deputado federal pelo PSB-PE, Tadeu Alencar, conversou com os comunicadores da Rádio Jornal Geraldo Freire e Wagner Gomes durante o Passando a Limpo da Super Manhã. Ele considerou o pacote importante, mas afirmou que as medidas "chegaram defasadas".

Tadeu Alencar lembrou que o pacote atende aos protestos do último domingo (15) e ao clamor das população contra a corrupção. "Qualquer medida que objetive combater a corrupção deve ser bem vinda por qualquer brasileiro bem intencionado. Nesse sentido, achamos que é uma reação do governo federal com esse tema tão aflitivo, mas achamos que é uma resposta incompatível com a indignação da população e com o tamanho dos problemas", disse.

O deputado federal Tadeu Alencar lembrou ainda que, no Governo Eduardo, foi adotado a "ficha limpa" em Pernambuco. Segundo ele, nenhum funcionário comissionado pode ser contratado se tiver pendências judiciais ou irregularidades. Ouça a entrevista completa:

Sobre a Comissão da Reforma Política na Câmara dos Deputados, que é presidida pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e da qual faz parte, Tadeu Alencar garantiu que haverá um encontro em Pernambuco no dia 6 de abril. "Queremos fazer um grande debate na Assembleia Legislativa com a presença dos setores organizados para que Pernambuco possa contribuir com o debate, que está acelerado e vai começar a fase de votações", disse. Confiante, Tadeu ainda afirmou que as pessoas estão atentas e vão fiscalizar os seus representantes e cobrar deles. "Nós precisamos dar essas respostas e aqueles que tiverem juízo vão dar", completou.

No fim, o deputado afirmou que a unificação do calendário eleitoral a cada cinco anos e o fim da sua reeleição são algumas das suas principais bandeiras e, segundo ele, podem melhorar a dinâmica dos poderes executivos e legislativos. "Ninguém aguenta mais eleição a cada dois anos", sentenciou.

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