VITÓRIA

Demitida por ter câncer, professora ganha na justiça direito de ser recontratada por colégio no Recife

A Justiça do Trabalho também condenou o Colégio Damas a indenizar a professora em R$ 40 mil por danos morais, além de pagar os salários atrasados da época de afastamento até a reintegração.

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/03/2015 às 9:07
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Zuelide Elisa também é professora da Universidade de Pernambuco. Foto: reprodução/facebook pessoal


Uma batalha que durou mais de quatro anos finalmente terminou. A professora Zuleide Elisa Almeida, que lutava para voltar ao trabalho após ter sido demitida injustamente, foi reintegrada às atividades no Colégio Damas.

Em outubro de 2010, a professora recebeu o diagnóstico de que tinha um câncer na bexiga. Zuleide Elisa passou por cirurgia para a retirada do tumor e foi afastada das atividades para que se recuperasse.

Quando retornou ao colégio, Zuleide foi deslocada para outras funções, passando a atender telefonemas e cumprir carga horária na sala dos professores. Em seguida, a educadora foi demitida.

O caso repercutiu e foi parar na justiça. O advogado do Sindicato dos Professores de Pernambuco (Simpro), Paulo Azevedo, entrou com uma ação na Justiça do Trabalho em 2011, alegando que a dispensa da professora foi discriminatória por conta do câncer.

A justiça deu ganho de causa à Zuleide Elisa e condenou o Colégio a indenizar a professora em R$ 40 mil por danos morais, além de pagar os salários atrasados da época de afastamento até a reintegração. Saiba mais na reportagem de Houldine Nascimento:

A professora Zuleide Elisa, que também é professora da Universidade de Pernambuco (UPE), diz que a decisão da Justiça vai servir de exemplo para outros. “Representa uma vitória, uma grande vitória que não é só minha. Muitas vezes essas coisas acontecem e as pessoas deixam passar”, diz.

Sobre o primeiro dia de retorno ao trabalho Zuleide Elisa dia que ainda não teve contatos com os alunos. “Não houve nenhum tumulto, fui direto para o departamento pessoal e assinei o documento de reintegração. Minha disponibilidade continua a mesma”, completa.

Procurada, a assessoria do Colégio Damas disse que a instituição não vai se pronunciar sobre o caso.

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