JULGAMENTO

Sobreviventes de atentado contra promotor em Itaíba depõe na presença de réus do caso

Em dois momentos, Misheva Martins se emocionou e interrompeu o depoimento quando descreveu o momento da execução, e relembrou a relação com Thiago Faria Soares

Da Rádio Jornal; atualizada às 16h40
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Publicado em 24/03/2015 às 14:00
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Foto: Guga Matos / JC Imagem


A Justiça Federal iniciou, nesta terça-feira (24), as ouvidas preliminares dos envolvidos no processo da morte do promotor Thiago Faria Soares, em Itaíba, no Agreste pernambucano. A juíza da quarta vara da Justiça Federal reuniu promotores de justiça, advogados de defesa, e os réus para ouvir por meio de vídeoconferência as vítimas sobreviventes do crime cometido na PE-300: Misheva Martins, noiva do promotor, e o tio dela, Adalto Martins, que estavam no carro no dia da execução.

Antes da seção, o advogado Anderson Flexa, defensor de José Maria Domingos Cavalcante, falou sobre a expectativa para esta fase do processo.

Por volta das 10h25, Misheva Martins começou a responder as perguntas da juíza na presença dos réus: José Maria Domingos Cavalcante, apontado como o executor dos disparos, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, envolvidos no crime, e o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo, o possível mandante. No caso deste último, Misheva não se sentiu à vontade com a presença dele e solicitou a saída do réu.

Em dois momentos, Misheva se emocionou e interrompeu o depoimento quando descreveu o momento da execução, e relembrou a relação com Thiago Faria Soares e a realização do casamento. Nesta tarde, Adeildo Martins, tio de Misheva. presta depoimento.

As ouvidas de outras testemunhas de acusação e defesa e o depoimento dos réus vão ser realizados até sexta-feira (27).

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