DESOLAÇÃO

Após incêndio na Favela do Plástico, moradores tentam recuperar objetos pessoais entre os destroços

As chamas começaram no início da tarde dessa segunda-feira. Apesar do esforço dos Bombeiros, as chamas destruíram todos os barracos.

Da Rádio Jornal; atualizada às 15h12
Da Rádio Jornal; atualizada às 15h12
Publicado em 07/04/2015 às 10:50
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Foto: Clarissa Siqueira/Rádio Jornal


Um dia após o incêndio que destruiu a Favela do Plástico, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife, moradores tentavam recuperar objetos entre os destroços deixados pelo fogo. O incêndio, que foi considerado de grandes proporções, destruiu casas, móveis, documentos e tudo o mais que as famílias tinham.

Moradores como a faxineira Maria Vilma dos Santos utilizam carrinhos de mão para tentar recuperar qualquer vestígio de suas propriedades. Quando o fogo começou, uma vizinha resgatou a cachorrinha dela, a Lua, e todo o resto foi destruído. Até os remédios da doméstica pegaram fogo. Maria Vilma é natual de Araripina, Sertão do Estado, e não tem parentes no Recife e nem para onde ir.

A Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos estão no local para cadastrar as vítimas e tentar amenizar o sofrimento das famílias. A secretária Executiva de Assistência Social, Gerusa Felizardo, afirma que, nesse momento, o que as pessoas mais precisam é de doações de alimentos, roupas e produtos de higiene. O segundo passo é organizar a relação das famílias e providenciar a retida dos documentos e a entrega de cestas básicas.

Cerca de 300 pessoas já foram cadastradas pela Defesa Social, mas, como esse não é um número oficial, haverá um cruzamento de informações com os dados da Cehab. De acordo com o secretário Executivo da Defesa Civil do Recife, coronel Cássio Sinomar, 30 famílias estão em casas de parentes e outras estão alojadas provisoriamente na sede do Iasc. "Permanecemos no local até a meia noite para cadastrar todos os moradores. Quem ainda não realizou o cadastro, será recebido por nós com muito carinho", diz.

As doações podem ser feitas no prédio do Iasc, que fica na Rua Imprerial, número 203, área central do Recife. Quem quiser ajudar, também pode ligar para o telefone 3355-2990.

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