PREVENÇÃO

Secretaria de Saúde alerta aos pais: 180 mil meninas ainda precisam se vacinar contra o HPV

Imunização ajuda a prevenir câncer do colo do útero. A expectativa é vacinar, no mínimo, 80% das jovens.

Com informações da assessoria
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Publicado em 07/04/2015 às 12:29
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Após um mês do início da imunização contra o HPV para meninas entre 9 e 11 anos, apenas 61.915 das adolescentes receberam a primeira dose da vacina. Elas representam 25,49% do público total, de 242.890. A expectativa é vacinar, no mínimo, 80% das jovens.

“É nessa fase da vida que a vacinação proporciona níveis de anticorpos muito mais altos do que a imunidade natural produzida pela infecção do HPV. Por isso a importância de conscientizar os pais e responsáveis das meninas e jovens para completar o esquema vacinal e, assim, prevenir casos de câncer de colo do útero e morte por essa enfermidade”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo. A coordenadora ainda lembra que o esquema vacinal só ficará completo após as três doses da vacina: a segunda deve ser aplicada seis meses após a primeira; e a terceira, cinco anos após a primeira.

A vacina quadrivalente protege contra os subtipos HPV 6, 11, 16 e 18, sendo os últimos responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

DADOS – No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente que acomete as mulheres e faz, por ano, 5.264 vítimas fatais. Em 2014, as estimativas foram de 15,3 casos novos da doença a cada 100 mil mulheres.

Em Pernambuco, em 2012, foram registrados 276 óbitos por câncer do colo do útero. Em 2013 foram 252.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

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