Recife e Olinda

Paralisação de funcionários da empresa Caxangá deixa milhares de passageiros sem transporte

Os trabalhadores da rodoviária paralisaram as atividades às 3h. Até agora, nenhum ônibus saiu da garagem.

Da Rádio Jornal; atualizada às 17h45
Da Rádio Jornal; atualizada às 17h45
Publicado em 13/04/2015 às 8:46
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Fotos enviadas pelo internauta Pedro Paulo pelo twitter @rdjornalrecife mostram que poucas pessoas conseguiram entram no terminal, de onde não saiu nenhum ônibus.


Quem utiliza uma das linhas de ônibus operadas pela empresa Caxangá foi pego de surpresa na manhã desta segunda-feira (13). Os trabalhadores da rodoviária paralisaram as atividades às 3h, reivindicando o pagamento de horas extras, além de denunciar atrasos nos salários e descontos indevidos. Por volta das 13h30, o serviço voltou a funcionar.

A paralisação atrapalha a circulação de ônibus em toda Zona Norte do Recife, além de todos os bairros de Olinda que dependem do Terminal Integrado de Xambá, que é um dos lugares mais afetados, pois todos os ônibus das 19 linhas que circulam no TI são da empresa. O repórter Rafael Carneiro esteve no local e viu que a situação é caótica.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, que não apóia a manifestação, a empresa afirmou que iria verificar se erros no sistema de informática provocaram o problema e que os funcionários poderiam procurar a tesouraria para serem ressarcidos. Ainda segundo a entidade, havia outros impasses trabalhistas, como o fato de motoristas manobreiros receberem remuneração equivalente à de auxiliares de manutenção. Enquanto a dos condutores é R$ 1.765, a da outra categoria é pouco maior que um salário mínimo.

Os usuários reclamam que não foram avisados. Pelo comuniQ, o internauta Ricardo Bezerra enviou um áudio onde desabafa o desconforto pela falta de informações. "Nós queremos ir paara o trabalho e estamos sendo impedidos", diz.

A Caxangá opera com 52 linhas, mais de 300 ônibus e transporta cerca de 4,7 milhões de pessoas por mês. Em reunião da tarde desta segunda-feira (13), a empresa se comprometeu a rever a questão das horas extras dos funcionários, que não estariam sendo pagas. Sobre o acúmulo de funções (motoristas que também estariam atuando como cobradores), a empresa pediu 20 dias para regularizar a situação:


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