QUEIMA DE ARQUIVO?

Funcionário do Tribunal de Justiça assassinado em Olinda liderava quadrilha que fraudava concursos

De acordo com a Polícia Civil, a grande maioria dos 19 aprovados para agente de trânsito tinham dificuldades para leitura e três eram analfabetos funcionais.

Da Rádio Jornal
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Publicado em 17/04/2015 às 10:50
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A maioria dos tiros foi disparada nas costas de Anderson Lima Ribeiro
Foto: Ricardo B. Labastier / JC Imagem


O servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco Anderson Lima Ribeiro, de 32 anos, assassinado na Avenida Pan Nordestina, em Olinda, é o principal suspeito de comandar esquema de fraudes em concurso da guarda municipal em Ipojuca. De acordo com a Polícia Civil, a grande maioria dos 19 aprovados para agente de trânsito tinham dificuldades para leitura e três eram analfabetos funcionais.

O que chamou a atenção da investigação é que todos os aprovados tiraram a mesma nota e erraram apenas uma questão, já que assinalaram a mesma alternativa na questão 18. Saiba mais na reportagem de Rafael Carneiro:

As investigações da Polícia Civil, chamadas de Operação Mercador, também apontam a participação de guardas municipais na fraude no concurso em Ipojuca. Dentro da operação, foram apreendidos 5 armas e 18 celulares com os responsáveis pela fraude no concurso em Ipojuca.

Durante o curso de formação dos agentes de trânsito, os aprovados eram ameaçados pelos criminosos infiltrados. Após tomar posse, os agentes teriam que fazem empréstimos consignados no valor de R$ 18 mil para pagar aos fraudadores.

Os interessados pagavam R$ 2 mil antes da prova, o que garantia as respostas e a aprovação na segunda etapa do concurso. A Prefeitura de Ipojuca informou que o concurso cujo esquema fraudulento foi descoberto pela Operação Mercador foi suspenso.

De acordo com a polícia, 10 pessoas estão presas e apenas Jefferson Faustino da Silva está foragido. A quadrilha era comandada por Anderson Lima Ribeiro, assassinado na noite da terça-feira (14), um dia antes da operação ser deflagrada. A morte dele está sendo investigada e ainda não é possível afirmar se existe relação entre os crimes.

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