INVESTIGAÇÕES

Avó paterna de criança é apontada como mandante da chacina em Poção, no Agreste de Pernambuco

Polícia concluiu inquérito depois de 72 dias da chacina

Da Rádio Jornal
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Publicado em 20/04/2015 às 14:08
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Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


A Polícia Civil apresentou, nesta segunda-feira (20), o resultado da Operação Tutela, que investiga a chacina de Poção, no Agreste pernambucano, em fevereiro deste ano. No crime foram executadas quatro pessoas: Lindiberg Nóbrega do Nascimento, Daniel Farias e Carmen Lúcia da Silva, conselheiros tulelares, e Ana Rita Venâncio de Brito, avó materna de uma criança de 2 anos, alvo de uma disputa judicial entre famílias.

A criança foi a única sobrevivente da emboscada. As vítimas voltavam da casa da avó paterna, Bernadete de Lourdes Brito Siqueira Rocha, apontada no inquérito como a mandante. A oficial de justiça montou um esquema, que incluiu também a morte de integrantes da família da avó materna, vítima da emboscada. Na casa de Bernatede, a polícia encontrou um organograma com alvos a serem mortos, e que ofereciam risco de ficar com a guarda da menina.

A mandante contactou o advogado e ex-diretor do presidio de Arcoverde, que fez o contato com os executores. No dia da chacina, Bernadete autorizou por telefone a morte dos envolvidos. Os conselheiros foram chamados de última hora para dar suporte à reintegração da guarda no lugar de familiares.

Erick Lessa, gerente operacional da Polícia Civil no interior, explica qual o motivo dos crimes apontado na investigação:

A oficial de justiça, Bernatede Rocha, já responde a um processo de 2012, pela morte da ex-esposa do filho, Jucy Venâncio de Brito, por envenenamento, época em que se iniciou a troca de ameaças e agressões entre as famílias.

No total, o inquérito indiciou sete pessoas entre mandantes, intermediários e executores. O pai da criança, José Cláudio Siqueira de Brito, inicialmente investigado, não foi apontado. Ele chegou a ser preso, e deve ser solto nos próximos dias.

Dos apontados na investigação, apenas Wellington Silvestre dos Santos, um dos executores está foragido. Ainda de acordo com a polícia, Bernatede hipotecou a casa para conseguir dinheiro para custear a contratação do grupo de extermínio. R$ 25 mil foram pagos antes dos crimes e R$ 20 mil seriam repassados depois de executados.

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