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Chile mantém alerta para erupção do Vulcão Calbuco. Fuligem já chegou ao Brasil, Argentina e Uruguai

O vulcão não registrava atividade há mais de meio século. O governo do país evacuou a área e decretou estado de exceção nas cidades próximas.

Da Agência Brasil
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Publicado em 27/04/2015 às 7:41
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Foto: Philip Oyarzo Calisto/Agência Brasil


O Vulcão Calbuco, que entrou em erupção no Chile na quarta-feira passada (22), continua expulsando cinzas e ainda existe o risco de nova atividade. As autoridades mantêm a zona de isolamento de 20 quilômetros em torno do vulcão, além de outras medidas preventivas.

A erupção e a posterior nuvem de cinzas afetaram as principais atividades econômicas da região, como a agricultura, pecuária e piscicultura. Cerca de 6,5 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em consequências das atividades do Calbuco.

A nuvem de pó chegou à Argentina, ao Uruguai e ao Sul do Brasil, onde as cinzas vulcânicas atingiram chegaram a cidades do Rio Grande do Sul. Ontem, o Metroclima, sistema de previsão do tempo da prefeitura de Porto Alegre, registrou que o céu da cidade ficou com aspecto um pouco mais acinzentado em função das cinzas, mas não há motivo para preocupação quanto à qualidade do ar.

Na Argentina, a prefeitura de Bariloche informou nesse domingo (26) que foi concluída a limpeza das cinzas no aeroporto da cidade e os voos suspensos desde a tarde quarta-feira poderiam ser retomados. O retorno dos voos depende agora de uma decisão das empresas e das condições da suspensão de partículas no ar.

O vulcão, que está em atividade desde quarta-feira (22), entrou em erupção duas vezes, expelindo colunas de fumaça e cinzas a vários quilômetros de altura. O vulcão não registrava atividade há mais de meio século.

O Calbuco fica em uma região turística, a cerca de 900 quilômetros da capital do Chile, Santiago. O governo do país evacuou a área e decretou estado de exceção nas cidades próximas.

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