ENTREVISTA

“Soube que o Planalto ficou zangado”, diz pernambucano ministro do TCU sobre relatório fiscal

Em entrevista à Rádio Jornal, José Múcio afirmou que relatório não fala em “crime” e que o julgamento é papel do Ministério Público

Da Rádio Jornal
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Publicado em 28/04/2015 às 11:14
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Em entrevista ao quadro “Passando a Limpo”, do programa “Super Manhã” da Rádio Jornal desta terça-feira (28), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o pernambucano José Múcio comentou sobre o caso das “pedaladas fiscais”, manobras financeiras feitas pelo governo federal. De acordo com Múcio, a prática já tinha acontecido em anos anteriores, mas em 2013 “foi demais”, comentou. O ministro conversou com os comunicadores Geraldo Freire, Graça Araújo, Wagner Gomes e Rafael Souza.

Ele falou também sobre a reação de integrantes do governo, já que sempre manteve uma bao relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por quem foi indicado. “Soube que o Planalto ficou zangado. Mas uma indicação sempre deve esperar isenção do indicado. Não estou em missão”, disse.
Ele falou que o processo de um julgamento é uma tarefa “solitária” e que houve confusão sobre a interpretação do relatório dele. O ministro José Múcio lembrou que não fez pré-julgamentos e que não falou em crime de responsabilidade no texto. “Eu não citei a palavra crime, não cabe ao TCU julgar nem condenar. Convoquei 18 pessoas para explicarem o que aconteceu”, afirmou.

Quando perguntado se a presidente Dilma Rousseff (PT) foi convocado ele disse que não: “só foram chamados do (ex)Ministro da Fazenda Guido Mantega para baixo”. Ele também não quis falar sobre se esse processo poderia culminar em um impeachment ele disse que não cabe a ele julgar e que, pessoalmente, acha que esse não é o melhor caminho.

Acompanhe a entrevista na íntegra no player abaixo:

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