SAÚDE

Família denuncia que morte de homem com dengue foi devido à negligência nas UPAs de Paulista e Igarassu

De acordo com a família, médicos não consideraram que ele podia estar com dengue

Da Rádio Jornal
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Publicado em 06/05/2015 às 14:01
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Foto: Reprodução / TV Jornal


A morte de Esdras Xavier Carneiro, de 37 anos, em razão da dengue, levou um comitê de óbitos, criado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco especialmente para monitorar a doença, a avaliar se houve negligência ou falha na assistência e diagnóstico do paciente. Esdras era morador de Paulista, no Grande Recife, e foi o primeiro óbito confirmado pelo Estado, neste ano, devido à dengue. Outros 17 casos estão em investigação.

Antes de morrer, Esdras passou pelas UPAs de Paulista e de Igarassu com os sinais da forma grave da doença: dor abdominal intensa, vômito com sangue e dificuldade respiratória. A irmã de Esdras, Elda Xavier, comenta que em momento algum as equipes médicas consideraram a possibilidade dele estar com dengue.

O paciente adoeceu no dia 9 de abril e, no dia 13, estava muito pior, quando foi medicado e liberado pelos médicos da UPA de Paulista. A família resolveu, então, levá-lo horas depois à UPA de Igarassu, onde ele morreu no dia seguinte, pouco mais de 12 horas depois de ter dado entrada na unidade de saúde.

De acordo com a família, o laudo inicial do serviço de verificação de óbito apontou que a causa da morte de Esdras foi hemorragia pulmonar. Somente nesta semana, a família soube que, na verdade, ele teve dengue.

Esdras deixou um filho de 12 anos que só conheceu duas semanas antes de morrer, porque o menino não sabia que o pai era vivo.

Por meio de nota, as UPAs de Paulista e Igarassu afirmaram estar colaborando com as secretarias de Saúde dos municípios e do Estado nas investigações, e aguardam a finalização do processo para se pronunciarem sobre a morte de Esdras. O prontuário dele foi encaminhado para a Secretaria Estadual de Saúde.

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