Despedida

Familiares e amigos prometem manter o legado deixado por Selma do Coco para a cultura popular

Selma Ferreira da Silva morreu aos 85 anos na tarde do último sábado, no Hospital Miguel Arraes, em decorrência de falência múltipla dos órgãos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 11/05/2015 às 8:35
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Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação PCR


O ritmo do coco embalou a despedida dos familiares, amigos e admiradores da cantora e compositora Selma do Coco, na tarde deste domingo (10). O cortejo, que foi acompanhado pela boneca gigante da artista, saiu do Clube Vassourinhas, no Amparo, em direção ao Cemitério de Guadalupe, em Olinda. Para os acompanhantes da cerimônia, Dona Selma foi enterrada como "uma rainha".

O grupo de coco da cantora cantou e tocou os principais sucessos da Dona Selma, entre eles a música “A Rolinha”, favorita da artista. Para a integrante do grupo de Selma do Coco, Maria Bethânia Axé, a última homenagem não poderia ser diferente. Saiba mais na reportagem de Elen Carvalho:

Patrimônio vivo de Pernambuco desde 2008, Selma do Coco fez shows dentro e fora do Brasil e recebeu uma homenagem do Ministério da Cultura, como uma das divas da cultura negra brasileira. A amor pela cultura pernambucana é um dos seus principais legados.

Um dos netos de Selma do Coco, Júnior Andrade, diz que a artista popular vai deixar saudade e que a morte dela foi uma surpresa. “A gente sempre estava esperando a melhora dela. Ela estava o tempo todo conversando com a gente, consciente, e de repente aconteceu isso”, diz.

Júnior Andrade ainda afirma que vai perpetuar o legado da matriarca. “A gente vai dar continuidade aos shows, ao grupo. A gente não pode deixar ela morrer, ou morrer a cultura. Vó era cultura viva, embaixadora da cultura”, completa.

Selma Ferreira da Silva morreu aos 85 anos na tarde do último sábado, no Hospital Miguel Arraes, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ela estava internada desde o dia 11 de abril, após sofrer uma queda em casa e fraturar o fêmur.

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