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Em Suape, Dilma faz primeira agenda pública ao lado do presidente da Petrobras em 2015

A presidente inaugura um petroleiro e batiza outro. Além de Aldemir Bendine, Dilma chegou a Pernambuco acompanhada do senador Humberto Costa (PT), do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e o presidente da Transpet

Da Rádio Jornal; atualizada às 15h23
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Publicado em 14/05/2015 às 11:40
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Foto: JC Imagem via @jc_pe


Em uma agenda inédita desde que tomou posse em 1º de janeiro, a presidente Dilma Rousseff chegou nesta quinta-feira (14) acompanhada pelo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. A comitiva presidencial visita o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, para lançar o navio petroleiro André Rebouças e batizar o Marcílio Dias. As embarcações fazem parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef).

Dilma chegou a Pernambuco ao lado do senador Humberto Costa (PT), do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e do presidente da Transpetro, Cláudio Campos, entre outras autoridades. Não está prevista agenda política da presidente após o evento no Estado.

Em um discurso otimista de cerca de 20 minutos, a presidenta defendeu a Petrobras, atualmente atacada com denúncias de corrupção. Dilma Rousseff retorna a Brasilia ainda nesta quinta-feira. A visita não teve nenhum tipo de incidente ou protesto.

Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire, o senador Humberto Costa afirmou que, durante a cerimônia, Dilma pode anunciar a retomada da construções de navios petroleiros, que está parada desde o rompimento do contrato da Petrobas com a empresa Sete Brasil. Ouça a entrevista completa:

De acordo com gestores do Estaleiro Atlântico Sul, o navio André Rebouças era o projeto mais completo até o momento, pois nele foi empregada integralmente a tecnologia de construção e montagem por megablocos.

O petroleiro André Rebouças, do tipo suezmax, tem as mesmas dimensões do Henrique Dias, que foi lançado ao mar em dezembro do ano passado. O André Rebouças é o quinto navio produzido no Estaleiro Atlântico Sul. As embarcações são destinadas ao transporte de óleo cru na exportação e cabotagem, com capacidade de transporte de carga de cerca de 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária. Semelhante ao Henrique Dias, o petroleiro André Rebouças tem 274,2 metros de comprimento, 48 metros de largura, porte bruto de 157,7 mil toneladas e capacidade para transportar um milhão de barris.

HISTÓRICO – O navio de número um, o João Cândido, demorou quase 4 anos para ficar pronto. Desde que os japoneses da IHI entraram como sócios no empreendimento, o EAS apresentou à Transpetro um cronograma de entrega e um plano de produção para aumentar a competitividade da indústria.

Seguindo a tradição de batizar navios com o nome de líderes negros, a Transpetro escolheu o primeiro engenheiro negro do Brasil, André Rebouças, para nomear o quinto petroleiro do EAS. André Pinto Rebouças foi um engenheiro, inventor e abolicionista brasileiro. Ele ganhou fama no Rio de Janeiro, então Capital do Império, ao solucionar o problema de abastecimento de água, trazendo-a de mananciais fora da cidade.

Já Marcílio Dias, foi um marinheiro da Armada Imperial brasileira, herói da Batalha Naval do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.

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