Dor e incerteza

Familiares reclamam de demora na liberação de corpos do IML durante greve da Polícia Civil

De acordo com o Sinpol, as perícias que deviam ser feitas por médicos legistas são realizadas pelo policiais civis

Da Rádio Jornal; atualizada às 16h37
Da Rádio Jornal; atualizada às 16h37
Publicado em 19/05/2015 às 12:02
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Foto: Lélia Perlim/Rádio Jornal

A greve de advertência dos policiais civis de Pernambuco, que começou as 0h desta terça-feira (19), está atrasando a liberação de corpos do Instituto de Medicina Legal, o IML, que fica em Santo Amaro, área central do Recife. A repórter da Rádio Jornal esteve no local e conversou com amigos e parentes que esperam a autorização para poder sepultar seus entes queridos. Apenas na manhã desta terça, 14 corpos aguardavam a liberação.



Moradora de Gravatá, Jaqueline Cavalcante aguarda a liberação de um parente que faleceu no último domingo e ainda não teve o corpo liberado. Ela afirma que não é contra a greve, mas se sente prejudicada pela demora. "A gente também sofre. Eles podiam fazer uma operação tartaruga, liberar 10 e depois liberar mais outros", diz. Ouça na reportagem de Lélia Perlim:

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Áureo Cisneiros, ao contrário do que o diretor do IML, Antônio Barreto, afirmou à Rádio Jornal, não são os médicos legistas que fazem as perícias, e sim os auxiliares. Áureo afirma ainda que o que está acontecendo é um desvio de função, o que ele considera ilegal. "Os médicos legistas é quem tem que arcar com suas atribuições. Se os médicos legistas fizessem as necrópicias, não estaria esse caos no IML", completa.

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