CAMPANHA SALARIAL

Paralisação de 24 horas dos policiais civis deixa clima de incertezas sobre os serviços suspensos

Com a medida, exames, análises e perícias não serão realizadas. A paralisação atinge o Instituto de Criminalística e as delegacias

Da Rádio Jornal
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Publicado em 19/05/2015 às 9:38
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Foto: Foto: Alexandre Belém / Acervo JC Imagem


Desde as 0h desta terça-feira (19), os policiais civis de Pernambuco estão em greve de advertência. Com a medida, exames, análises e perícias relacionadas a crimes não serão realizadas nesta terça. A paralisação de advertência atinge ainda o Instituto de Criminalística, em Campo Grande, além é claro das delegacias, que vão funcionar apenas para registro de flagrantes.

A categoria reivindica de imediato o pagamento da gratificação por função policial de duzentos e vinte e cinco por cento. Os trabalhadores em segurança pública reclamam da precariedade da estrutura física da maioria das delegacias. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Áureo Cisneiros, afirma que os problemas vão se acumulando.

No Insturo de Medicina Legal, muitos dos funcionários são médicos legistas, peritos criminais, bombeiros, somando apenas seis funcionários policiais civis em cada plantão. O diretor do IML, Antônio Barreto, tranquiliza a população dizendo que a maioria dos serviços depende apenas dos peritos criminais e dos médicos legistas, portanto, serão mantidos.

No Instituto Tavares Buril, a expedição de documentos como RGs e nada consta pode ser prejudicado. Apesar do atendimento seguir até às 18h, algumas pessoas que aguardam na fila já se questionam se irão conseguir, ou não, os documentos.

Policiais civis e representantes do governo estadual vão se reunir nesta quinta-feira (21) para discutir a pauta de reivindicações. A assembleia da categoria deve ser marcada para junho e possivelmente com indicativo de novos protestos.

Procurado pela reportagem Francisco Rodrigues, presidente da Associação dos Delegados, não quis falar sobre o assunto.

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