POLICIAIS CIVIS

Após paralisação, mais de 30 famílias sofrem a a demora na liberação de corpos no IML

A funcionária pública Luciane Coelho, por exemplo, espera a liberação do corpo do tio dela, encontrado morto na rural de Goiana há dois meses.

Da Rádio Jornal
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Publicado em 20/05/2015 às 9:49
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Foto: Lélia Perlim/Rádio Jornal


A paralisação de advertência realizada pelos policiais civis que aconteceu nessa terça-feira (19) alterou a rotina das mais de 200 delegacias no estado. A categoria reivindica imediatamente o pagamento da gratificação por função policial de 225%.

O repórter Roberto Carvalho conversou com o presidente da entidade de classe, Áureo Cisneiros, que afirmou que os trabalhadores não são os vilões da história.

Os servidores em segurança pública também se queixam da precariedade da estrutura física do ambiente de trabalho. O protesto teve mais repercussão no Instituto de Medicina Legal, em Santo Amaro, onde são levadas as vítimas de crimes de violência. Apenas na manhã desta quarta-feira (20), os primeiros corpos começaram a ser liberados.

O atraso na liberação dos corpos revoltou os parentes que cobravam respostas do Governo do Estado. O clima chegou a ficar tenso e a expectativa é de que com a retorno das atividades as famílias exijam agilidade nos serviços.

Durante a paralisação, Jaqueline Cavalcanti tentava receber a autorização para um sepultamento em Gravatá. Ela desabafa sobre a o sentimento de ter sido prejudicada:

Enquanto os policiais civis faziam a paralisação, familiares estavam revoltados. A funcionária pública Luciane Coelho, por exemplo, espera a liberação do corpo do tio dela, encontrado morto na rural de Goiana há dois meses. O IML estava esperando o resultado de um exame de DNA para a comprovação da identidade da vítima, mas o resultado chegou durante a greve de advertência e os servidores do instituto se recusam a liberar o corpo.

Para Luciene, a atitude é de extrema insensibilidade. “Aquele eles estão lidando com pessoas que perderam entes queridos e estão em um momento de sensibilidade imensa. Acho que eles teriam que rever como eles vão reivindicar os direitos deles”, completa. Ouça a matéria de Roberto Carvalho:

Em nota oficial, o Governo do Estado lamentou os transtornos ocorridos no Instituto de Medicina Legal. O poder público agendou para esta quinta-feira (21) uma reunião com representantes do Sindicato dos Policiais Civis, Sinpol. Após o encontro a categoria deve agendar a assembleia e a definição sobre a pauta e as mobilizações.

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