Debate

Alergia, rinite, intolerância alimentar - saiba que tipos de cuidados os alérgicos devem tomar

O alergologista Dr. José Angelo Rizzo e o toxicologista Américo Ernesto participaram de debate sobre o assunto nesta quarta (10)

Da Rádio Jornal
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Publicado em 10/06/2015 às 13:26
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Foto: Luiza Falcão / Rádio Jornal


As alergias são cada vez mais comuns e existem várias substâncias que podem causar desconfortos às pessoas e, em alguns casos, consequências graves. Em entrevista à Geraldo Freire, o médico alergologista Dr. José Ângelo Rizzo falou que é possível um alérgico deixar de apresentar o problema. “Entre os médicos e os cientistas costuma-se dizer que alergia é um processo que não tem cura. Na prática clínica, vê-se muitos casos em que o paciente curou-se do processo alérgico, como asma, rinite e até alergia alimentar, pode desaparecer. Mas estes pacientes terão uma tendência a que essa alergia volte, mas a cura pode existir”, comentou o alergologista.

Existem alguns tipos de alergias perigosas que podem ocasionar choque anafilático, reação inesperada e catastrófica, mas muito rara. Pode ocorrer com a ingestão de medicamentos, picada de insetos como abelhas, vespas e maribondos, podendo até levar o paciente ao óbito. Existem também tipos de asmas muito graves que, mesmo fazendo uso de vários medicamentos com risco de efeitos colaterais, há grande dificuldade de controlar. Porém, felizmente são casos bastante raros, embora difíceis de cuidar.

O Dr. José Ângelo falou também sobre as alergias em recém nascidos que fazem uso do leite materno e esclareceu que os bebês geralmente manifestam reações alérgicas ao que a mãe ingeriu, podendo ser medicamentos ou, com mais freqüência, alimentos, como crustáceos, ovos e peixes. “É importante que as mães que amamentam evitem comer crustáceos e ovos.”

As alergias a medicamentos são comuns e preocupantes e podem provocar reações alérgicas, como inchaço nos lábios, manchas na pele e urticárias. É possível identificar as substâncias que causam as alergias e, segundo o Dr. Ângelo, é importante que o paciente seja orientado quanto ao uso de medicamentos alternativos, para evitar essas reações.

O toxicologista Américo Ernesto comentou no debate que, muitas vezes, as pessoas fazem o uso do leite para combater alguns tipos de alergias e intoxicação, em vítimas de incêndio ou que sofreram picadas de animais peçonhentos. Segundo o toxicologista Américo Ernesto, não há relação do leite com a imunização aos venenos e o leite pode, inclusive, acelerar a ação da substância no organismo.

Outro tipo de alergia muito comum é a picadas de abelhas, que pode estar relacionada à quantidade de picadas. Muito embora, quantidades menores podem determinar a reação, dependendo de como o organismo da vítima se comporte. Nestes casos, a orientação é que paciente seja encaminhado para uma emergência, sendo retirado o ferrão com cuidado. Pode haver conseqüências que envolvem inclusive a insuficiência renal. Quem conhece a alergia deve sempre se proteger e evitar à exposição ao que pode acarretar o problema.

Ouça o debate completo:

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