MOBILIZAÇÃO

Paralisação de policiais civis afeta expediente em delegacias e liberação de corpos do IML

Apenas os flagrantes em locais de homicídios estão garantidos até a próxima sexta-feira (12).

Da Rádio Jornal
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Publicado em 10/06/2015 às 8:36
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Foto: Lélia Perlim/Rádio Jornal


No início da manhã desta quarta-feira (10), 12 famílias já esperavam que os corpos fossem liberados do instituto de medicina legal para providenciar a despedida. O serviço é um dos que foi afetado com a paralisação de 48 horas dos policiais civis de Pernambuco.

A protesto foi definido pela categoria em assembleia e tem como objetivo pressionar o governo Paulo Câmara. Os policiais civis reivindicam melhores condições de trabalho além da total reformulação do plano de cargos carreiras e vencimentos, reposição inflacionária, gratificação de risco policial de 225% para todos. De acordo com o presidente do Sinpol, Aureo Cysneiros, a paralisação é uma resposta à falta de diálogo do Governo do Estado:

A categoria promete manter apenas os chamados serviços essenciais, como flagrantes e as idas aos locais de homicídio. Isso significa na prática que as pessoas não vão ter acesso a emissão de documentos e atestados de antecedentes criminais.

Também estão suspensas as perícias neonatais, necropapiloscópicas, papiloscópicas e de representação facial. Os policiais dizem que essa função é dos médicos, mas que eles são obrigados a fazer, configurando um desvio de funções.

Enquanto isso, o governo do estado diz estar aberto ao diálogo quanto a pauta de reivindicações dos policiais civis. O poder público apela para o bom senso da categoria em não prejudicar a sociedade no Instituto de Medicina Legal (IML).

Em entrevista a Geraldo Freire, o secretário de Administração reconhece as limitações orçamentárias contextuais. Milton Coelho afirma que as pessoas não podem ser prejudicadas com a descontinuidade dos serviços no IML:

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