ACIDENTE

Motorista da linha IMIP/Tancredo Neves nega ter visto o estudante tentar subir no coletivo

Já o pai do garoto diz que é infundada hipótese de que o jovem estaria pendurado no ônibus de propósito

Da Rádio Jornal
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Publicado em 17/06/2015 às 14:14
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Foto: Reprodução / Facebook

A Delegacia de Delitos no Trânsito, responsável pela investigação da morte do estudante de biologia Harlyton dos Santos, arremessado de um coletivo no terminal de Santa Rita, ainda não sabe as circunstâncias que levaram a morte.

O titular da especializada, Newson Mota, recebeu o caso e deve ouvir, nesta quinta-feira (18), mais quatro testemunhas. O motorista de 62 anos e 43 de experiência que conduzia a última viagem da linha Imip/ Tancredo Neves, falou pela primeira desde o ocorrido. Ele alega que não ouviu o jovem bater na porta ou viu o estudante se pendurar no coletivo para pedir para entrar.

O enterro do jovem está marcado para às 16h. Amigos e familiares se reúnem no cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. O pai dele fala que é infundada a hipótese que o filho estaria se pendurando no ônibus como ato de vandalismo:

O pai de Harlyton dos Santos esteve no Instituto de Medicina Legal do Recife e disse que, neste momento, não precisa do contato com a empresa responsável pelo veículo que tirou a vida do filho. Em nome do sofrimento da família, o comerciário Jocélio Santos pede o esclarecimento das circunstâncias que levaram a morte do universitário.

O delegado adiantou que inicialmente o caso estava sendo tratado como lesão corporal, mas, com a morte, o responsável pela morte pode responder por homicídio culposo, com agravante por não ter prestado socorro à vitima.

A empresa de ônibus Vera Cruz encaminhou nota à imprensa se solidarizando com a família do universitário Harlynton Lima dos Santos. Em nota, a empresa alega que motorista e cobrador não viram quando o jovem foi arremessado do ônibus que fazia a linha IMIP/Tancredo Neves, no terminal do Cais de Santa Rita, na noite de segunda-feira (15). O comunicado afirma ainda que o motorista envolvido é funcionário antigo, bem capacitado, e que não ultrapassou os 65 quilômetros de velocidade durante todo o trajeto entre o Cais de Santa Rita, o terminal integrado Tancredo Neves e a garagem da empresa, onde recolheu o ônibus ao fim da viagem.

O departamento jurídico do Sindicato dos Rodoviários vai acompanhar o caso em defesa do motorista, que ainda não retornou ao trabalho.

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