Ao mesmo tempo em que completa cinco anos de operação, a Rota dos Coqueiros atualiza o valor do pedágio. Como estabelece o contrato, o percentual é correspondente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O atual presidente da concessionária Ivan Morais explica como é a cobrança para circular em 6,2 km. “Quem utiliza a via sabe que o benefício é grande”, justifica.
O debate em torno das rodovias pedagiadas no país foi ampliado com o pacote de concessões da segunda etapa do programa de investimento em logística estimado para o setor em R$ 66 bilhões anunciado pelo governo federal este mês. Ouça na terceira reportagem da série “Rota dos Coqueiros 5 Anos Depois”:
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) ano passado avaliou 98.475 km, toda a malha federal e principais trechos estaduais. De acordo com a pesquisa, 62,1 % das rodovias apresentam problemas, a maioria com falhas na pavimentação. O professor César Cavalcanti explica que que as concessões a iniciativa privada podem reduzir os custos dos produtos e serviços.
O estudo da CNT concluiu ainda que as melhores rodovias ficam na região Sudeste, local com o maior número de estradas pedagiadas. O professor Maurício Pina argumenta que há uma lógica na cobrança.
Com a consolidação da rota dos coqueiros, outra estrada pedagiada começa a fazer parte da mobilidade do acesso ao Complexo Industrial Portuário de Suape. A Rota do Atlântico, com 44 quilômetros de extensão entre a BR-101 Sul, no Cabo, até a PE-38, em Nossa Senhora do Ó, distrito de ipojuca.
Cerca de 570 quilômetros de estradas em Pernambuco serão destinados à iniciativa privada por meio de concessões a partir do próximo ano. A lista inclui o Arco Metropolitano, uma obra estratégica para o desenvolvimento econômico que ainda não saiu do papel, e trechos das BRs 232 e 101. O investimento estimado é de R$ 4,2 bilhões.