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CUT e o Governo Federal discordam sobre impactos do Programa de Proteção ao Emprego

A entrevista com o Presidente da CUT, Carlos Veras, e o Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto, ocorreu no Passando a Limpo desta terça-feira

Da Rádio Jornal
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Publicado em 07/07/2015 às 11:13
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Foto: Agência Brasil

O destaque do Passando A Limpo desta terça-feira (7) trouxe como destaque duas entrevistas que giram em torno da Medida Provisória feita pelo Governo Federal para tentar diminuir a quantidade de demissões no Brasil. O Programa de Proteção ao Emprego foi comentado pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Pernambuco, Carlos Veras, e pelo Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto.

O Ministro Miguel Rossetto falou sobre as expectativas do Governo Federal em relação à aceitação da medida por parte dos trabalhadores e empresas explicou melhor a proposta, que tem como tema fundamental o compromisso de não demitir os trabalhadores durante o programa: "A empresa que adere a esse programa assume compromissos legais, e portanto, o descumprimento desses compromissos implica em multas e em uma penalização severa, não poderá ocorrer demissões no período desse programa".
Ele explicou também sobre o funcionamento do programa, que tem a proposta de permitir a redução de até 30% na jornada de trabalho com a redução dos salários, redução essa complementada em até 50% pelo Governo, fazendo com que os trabalhadores recebam cerca de 85% do salário com a redução da carga.

Ele esclareceu, ainda, que todas as atividades econômicas e empresas poderão participar do programa, que é de livre adesão do setor privado. "Os trabalhadores vão assegurar o seu emprego e garantir seus direitos trabalhistas (...) mesmo com uma redução salarial; as empresas vão poder manter uma mão de obra qualificada (...) e terão condições de retomar o nível de reprodução frente a uma retomada da economia brasileira", disse.

Questionado sobre as demissões em massa que já ocorreram, o Ministro lembrou que o programa só vale a partir desta quarta: "O que nós acreditamos é que com um programa desta natureza nós estamos estabilizando os empregos, permitindo que nos períodos de ajuste as empresas possam buscar novos mercados", explicou.

Confira a entrevista completa com Miguel Rossetto:

O Presidente da CUT-PE, Carlos Veras, deu a visão dos trabalhadores para a negociação com o Governo. Ele lembrou que o Sindicato dos Trabalhadores e o Ministério do Trabalho precisam aprovar a negociação e que a medida surge como uma segurança para os trabalhadores: "É claro que não é algo para se comemorar, mas a gente tem que ter, nesse momento, o pé no chão para tentar preservar os empregos", disse.

Carlos Veras lembrou, ainda, das demissões que já ocorreram em muitas indústrias do País, e considerou a Medida Provisória "lenta": "É importante que a gente tivesse a PPE antes, para ter evitado essas demissões, eu tenho certeza que as bases e sindicatos estão tentando lutar para reverter essas demissões", falou. Ele disse, ainda, acreditar que o salário voltará ao normal após o período de um ano, e lembrou que os funcionários das empresas serão consultados sobre o assunto: "Os trabalhadores tem que aprovar a negociação que for feita, e nenhum sindicato vai ter uma negociação com a empresa sem passar pelos trabalhadores", encerrou.

Confira a entrevista completa com Carlos Veras:

Confira o Passando a Limpo desta terça-feira na íntegra:

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