Delator da Operação Lava Jato acusa Eduardo Cunha de tentar extorquir U$ 5 milhões

"Não vou aceitar ser constrangido", diz Cunha sobre vazamento de áudio

DIRETO DE BRASÍLIA

Da Rádio Jornal

Foto: Reprodução / Internet

Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o lobista Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria pedido U$ 5 milhões (pouco mais de R$ 15 milhões) como parte de uma propina pelos contratos de aluguel que a empresa Toyo teria realizado com a Petrobrás para fornecer navios-sonda.

A tentativa de extorsão teria ocorrido durante uma reunião amistosa no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, quando Cunha teria dado a entender que o dinheiro deveria ser repassado ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Bahiano: "Confesso que comigo ele foi extremamente amistoso, dizendo que havia um débito meu com o fernando, do qual ele era merecedor de cinco milhões de dólares", disse.

O presidente da câmara dos deputados, Cunha, desafiou o delator a provar que ele teria recebido o dinheiro e atribuiu a uma "panelinha" do procurador geral da República, Rodrigo Janot, com o Palácio do Planalto, o "vazamento" da gravação do depoimento do lobista bem no momento em que está na mesa dele um pedido de impeachmant da presidente: "Eu acho isso um absurdo e não vou aceitar ser constrangido", disse. 

O Ministério da Justiça informou que a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar o vazamento do depoimento. Confira o comentário diário de Romoaldo de Souza, repórter da Rádio Jornal em Brasília, publicado no Redator de Plantão desta sexta-feira (17). O programa é transmitido da segunda ao sábado, das 6h às 6h45:

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