AUDIÊNCIA MARCADA

Secretário de Saúde de Pernambuco diz que crise econômica tem sido empecilho para conclusão de alguns projetos

Secretário Estadual de Saúde de Pernambuco participou do Audiência Marcada desta sexta. Entre os assuntos tratados, ele falou sobre crise e falta de medicamentos no HOC

Da Rádio Jornal
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Publicado em 17/07/2015 às 17:39
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Foto: Isabela Dias | Rádio Jornal


Nesta sexta-feira (17), o secretário Estadual de Saúde, José Iran Costa, participou do programa Audiência Marcada com Ednaldo Santos e participação do repórter de política do Jornal do Commercio, Ed Ruas.

Ednaldo Santos iniciou a entrevista apresentando uma fala do governador Paulo Câmara, que afirma que a saúde é “prioridade um”. E que, entre as propostas de governo apresentadas, havia projetos para ampliação estrutural e perspectiva de construção de novos Hospitais e UPAs. Após o primeiro semestre, o secretário falou sobre possível mudança de planos diante da crise enfrentada por todos os estados.

José Iran Costa comentou sobre o primeiro encaminhamento de proposta para construção do Hospital Mestre Vitalino, em Garanhuns. Segundo o secretário, o cronograma deve seguir para conclusão das obras iniciadas.

No primeiro semestre desse ano, a crise foi verificada como empecilho para tocar os projetos. De acordo com Iran Costa, mesmo com a crise, os projetos seguem, mas com novas datas. “Na conjuntura atual, o projeto é melhorar a qualidade das estruturas que já existem, fazendo manutenções”, afirmou o secretário.

Sobre a humanização do atendimento na saúde, Costa falou sobre o Programa Nacional de Humanização, lançado pelo Ministério da Saúde. O programa possui um conjunto de ações que precisam ser implantadas para melhorar o acesso para o paciente ser melhor atendido e visa redução do tempo de espera do atendimento, além de ações para melhorar o atendimento ao cuidador.

O secretário citou que houve um aumento na quantidade de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), dando perspectiva de melhoria. E mencionou que o governo precisa evoluir no atendimento primário nos municípios. “O estado tem que ser participativo, mas a atenção primaria poderia resolver 75% dos problemas, não sendo necessário encaminhar ao serviço especializado (...) expandir o atendimento básico, primário, próximo a casa do paciente, que seja prático e resolutivo”, concluiu.

De acordo com Iran Costa, a UPA não foi desenvolvida para atendimentos de atenção primária. “Hoje as UPAs atendem 50 a 60% da demanda que deveria ser feita nos postos de atendimento. Quando os pacientes chegam nas UPAs é feita uma classificação de risco, em quatro níveis de atendimento. Claramente é dada prioridade aos pacientes que tem maior gravidade. Os pacientes com menor gravidade acabam não tendo resolução na UPA porque ela não tem essa função”, afirmou o secretário.

Sobre os problemas no Hospital Oswaldo Cruz, o secretário falou que o hospital possui uma gerência própria, ligado à Universidade de Pernambuco, UPE. Ele falou ainda que a Secretaria de Saúde recebe e repassa verbas de recursos federais para HOC e que existem alguns contratos feitos entre Secretaria e HOC para execução de alguns serviços.

O Secretário compareceu à audiência realizada esta semana no Ministério Público e Procuradoria, sendo apresentado um plano de ação para solução dos problemas. “De imediato, foi feito pagamento de R$ 5 milhões [para solução do problema] e vai ser feito outro pagamento dentro do prazo previsto”, disse. Ele justificou o desabastecimento da medicação com cortes na saúde. “Medicamentos aumentaram, temos dificuldade do fornecedor”, apontou.

Confira o Audiência Marcada desta sexta:

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