CONDIÇÕES DE TRABALHO

Policiais e Governo do Estado trocam acusações sobre IML enquanto famílias sofrem com liberação de corpos

As atividades paralisadas nesta semana por falta de hequipamentos básicos e só foram retomadas depois que os trabalhadores fizeram uma cota no valor de R$ 80

Da Rádio Jornal
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Publicado em 22/07/2015 às 11:59
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Foto: Lélia Perlim/Arquivo Rádio Jornal


Os serviços de necropsia do Instituto de Medicina Legal foram suspensos na última segunda-feira (20) por falta de material básico de trabalho. De acordo com os funcionários, o IML não tinha serras, máscaras e nem produtos de limpeza. Saiba mais na reportagem de Rafael Carneiro:

Nesta quarta-feira (22), apesar das atividades já terem sido normalizadas, o acúmulo e a demora na liberação de corpos deixavam um clima de revolta no local. As famílias também reclamavam do mau cheiro em grande parte do prédio, localizado no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

As atividades foram retomadas depois que os trabalhadores fizeram uma cota no valor de R$ 80. A quantia foi utilizada na compra de itens de higiene, serra e máscara para o setor de necropsia. Os representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Sinpol, apresentaram à imprensa a nota fiscal emitida pela loja nessa terça-feira (21).

A doméstica Jardilene Ramos silva diz que é um absurdo ver que os servidores pagam para trabalhar:

Enquanto isso, a Secretaria Estadual de Defesa Social garante que não faltou material de trabalho para as necropsias. A SDS também negou o atraso na liberação dos corpos das vítimas de violência encaminhados ao IML.

Com serras, luvas e produtos de limpeza, as atividades estão sendo normalizadas na manhã desta quarta-feira. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Sinpol, Aureo Cisneiros, afirma que o órgão está à beira da falência:

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