SERVIDORES

Greve no Hospital Oswaldo Cruz chega ao fim

Paralisação havia sido anunciada na última segunda-feira (3) e começou nesta quinta (6)

Da Rádio Jornal
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Publicado em 06/08/2015 às 8:08
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Foto: Clarissa Siqueira/ Rádio Jornal

Chegou ao fim a greve dos servidores do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), que havia sido iniciada nesta quinta-feira (6), por tempo indeterminado. Os servidores administrativos, técnicos de enfermagem e enfermeiros haviam cruzado os braços. Decisão foi tomada após pleito da categoria ter sido atendido

Os servidores reclamam do corte no valor de R$ 23 da gratificação de desempenho em julho e que seria ainda maior em agosto. O que não vai mais acontecer. Os servidores receberão o benefício integralmente. A crise no hospital já chegou a comprometer o atendimento no setor de oncologia mas aos poucos os remédios estão sendo repostos. O ajuste na estrutura do hospital também foi prometido pela nova gestora da unidade, anunciada ontem (5).

A reitoria da Universidade de Pernambuco anunciou ontem a troca no comando da unidade de saúde. O cardiologista Bento Bezerra deixa o cargo de diretor geral após 13 meses de uma gestão marcada por polêmicas. Entre elas a falta de medicamentos no setor de oncologia e a retirada de uma gratificação do salário dos servidores. Quem assume o posto é a professora Izabel Avelar, pró-reitora de graduação da Universidade de Pernambuco.

O movimento atingiu, principalmente, o ambulatório, marcação de consultas e exames no HUOC. Por conta do protesto, as cirurgias eletivas agendadas na unidade de saúde também foram suspensas. Apenas serviços considerados essenciais funcionaram

Muita gente voltou pra casa sem receber atendimento e sem saber com proceder. Maria Cristina veio de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, e relatou a situação. "Infelizmente está tudo de greve. Já fui no ambulatório e procurei saber. O guarda disse que tava de greve e que não iam atender ninguém. [Ele] Mandou eu vir na portaria pra ver se vai pelo menos remarcar", reclamou ainda sem ter uma previsão se poderia remarcar, já que as portas do setor estavam fechadas. Segundo Maria Cristina, no dia 27 de julho ela enfrento uma longa fila para realizar um exame de sangue, mas não conseguiu atendimento por falta de material. "Material de coleta de sangue pra gente não tinha, só tinha pra o CEON [Centro de Oncologia]", criticou a mulher.

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