VEM PRA RUA

Com adesão de milhares de pessoas, políticos participam de ato contra Dilma

No interior, também houve protestos nas cidades de Caruaru e Petrolina

Da Rádio Jornal
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Publicado em 17/08/2015 às 7:33
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Foto: JC Imagem

O protesto teve início por volta das 9h30. A cantora Nena Queiroga, que estava em cima de um dos trios elétricos, cantou o hino nacional para começar a passeata. Os manifestantes, que estavam vestidos de verde e amarelo se concentraram em frente à padaria de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. De lá eles seguiram num ato de manifestação contra o governo de Dilma Rousself até o Segundo Jardim da Avenida Boa Viagem.

O administrador Ezio Viana fez questão de participar do ato. Ele se sente prejudicado pelo governo atual. O líder do Democratas na câmara dos deputados, o político Mendonça Filho, esteve presente na manifestação.

Três trios elétricos e uma orquestra de frevo arrastaram os participantes. Para fazer referência à corrupção brasileira, os manifestantes também levaram um boneco representando o juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato.

Os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

Durante quase cinco horas de percurso, os manifestantes demonstraram revolta com a situação atual utilizando faixas e cartazes espalhados ao longo da avenida. Frases como “Fora Dilma” e “Lula nunca mais” eram as mais vistas.

De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco, 149 policiais fizeram a segurança no local. Segundo o movimento “Vem Pra Rua”, 50 mil pessoas participaram dos protestos, no Recife. A Polícia Militar informou que a manifestação foi pacífica e não houve registro de ocorrências.

No interior, também houve protestos nas cidades de Caruaru e Petrolina. Em caruaru, 40 pessoas participaram do ato, que foi organizado por maçons. Já em Petrolina, cerca de 300 pessoas saíram em caminhada pelas ruas do centro da cidade.

Políticos do PSDB, Democratas e PMDB se juntaram à população para protestar contra o governo Dilma e o Partidos dos Trabalhadores (PT). Entre eles, estavam os deputados Betinho Gomes, Daniel Coelho e Bruno Araújo, do PSDB, além de Augusto Coutinho, do Solidariedade.

Segundo eles, Dilma maquiou as contas públicas e cometeu estelionato eleitoral ao descumprir promessas de campanha. Eles ainda acusam a presidenta de costurar um acordo com o presidente do senado, Renan Calheiros, para barrar investigações contra o governo. O deputado federal Jarbas Vasconcelos, do PMDB, disse que a petista deveria reconhecer os erros e renunciar ao mandato:

Jarbas pediu ainda a saída do presidente da câmara, Eduardo Cunha, já que ele é investigado na operação lava-jato, que apura desvio de dinheiro na Petrobrás.

Apesar da postura do peemedebista, outros políticos pediram que a constituição seja respeitada antes de qualquer decisão sobre a cassação de Dilma. É o caso do senador Cristóvão Buarque, do PDT, do Distrito Federal. Para o senador, o governo é falho, mas impeachment não é a solução:

O ex-senador Ney Maranhão, membro da tropa de choque do governo do presidente Collor, em 1992, não acredita na cassação do mandato de Dilma. Para ele, a petista mantém um bom relacionamento com o senado, o que é um fator positivo para ela. De acordo Ney Maranhão, Dilma precisa ter um bom diálogo com os senadores, coisa que o ex-presidente Collor não conseguiu ter enquanto governou o país:

Do lado da situação, poucos políticos se posicionaram em defesa da presidenta Dilma e do governo federal. O deputado federal Sílvio Costa, do PSC, disse que a oposição quer tirar proveito da crise para ir às ruas junto com o povo:

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