NO CURADO

Secretário de Justiça fala sobre medidas do Estado para impedir tentativas de fuga

No sábado (22), um terceiro túnel foi encontrado no Complexo Prisional do Curado, só neste mês

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/08/2015 às 6:12
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Este é o terceiro buraco encontrado somente neste mês
Foto: Divulgação/ SERES


Com déficit no efetivo, agentes penitenciários admitem que vão surgir novos túneis de fuga no Complexo Prisional do Curado. O buraco no presídio Frei Damião de Bozzano, encontrado no sábado (22), ficava entre o pavilhão F e a quadra esportiva da unidade. Os reeducandos conseguiram escavar dois metros de profundidade e quatro metros de comprimento.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, conversou no Passando a Limpo sobre a situação. Ele falou sobre as medidas que vão ser adotadas para impedir novas tentativas de fuga. "O governador nos autorizou a construir um muro externo com 3 metros, sendo um metro enterrado e dois metros para cima, em concreto armado, com 15 cm de extensão. É uma verdadeira casa mata", detalhou o secretário.

Como medida para evitar fugas em massa, o secretário Pedro Eurico disse que baixou uma portaria conjunta com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, dando liberdade para os agentes públicos utilizarem armas letais. “Os agentes públicos, no caso, a Polícia Militar e Companhia de Guardas, na área da guarita, elas podem usar de arma letal para impedir essa fuga. Nós não vamos permitir que se atire para matar, mas atirar como advertência”, apontou o secretário.

"A obrigação do Estado é garantir o preso cumprindo a pena. Nós estamos fazendo isso. O que nós não podemos aceitar, nem estamos comungando com isso são tentativas de fuga que têm acontecido de forma rotineira", disse.

Confira:

Ninguém fugiu mas este é o terceiro túnel localizado pelos agentes penitenciários somente este mês. A Secretaria de Ressocialização (Seres) abriu sindicância interna para identificar os responsáveis.

O Complexo Prisional do Curado, como outras prisões no Estado, convive com a contradição do sistema: superpopulação carcerária para um efetivo de apenas 1.400 agentes penitenciários.

Sandro Ayres, diretor do sindicato que representa a categoria, admite a brecha na segurança:

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