TRAGÉDIA NO ARRUDA

Família espera ansiosa pelo desfecho do julgamento de trio no Fórum Joana Bezerra

Crime aconteceu em maio de 2014 e chocou a sociedade pela brutalidade

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 02/09/2015 às 6:39
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Mãe de Paulo Ricardo
Foto: JC

A família do torcedor atingido e morto por um vaso sanitário no estádio do Arruda, em maio de 2014, aguarda ansiosa pelo julgamento dos réus, realizado nesta quarta-feira (2). O julgamento começou no meio da manhã de hoje, na 2ª Vara do Tribunal do Júri no Fórum do Recife, na Joana Bezerra.

A sessão desta quarta-feira (2) é presidida pelo juiz Jorge Luiz dos Santos, da 2ª Vara do Júri. A sessão marcada para o dia 16 de junho foi suspensa porque um dos advogados renunciou a causa.

Acompanhe os detalhes no flash de Rafael Carneiro:

Paulo Ricardo Gomes da Silva, de 26 anos, morreu no dia 2 de maio do ano passado na área externa do José do Rego Maciel. Ele, que era torcedor do Sport, acompanhou a partida entre Santa Cruz e Paraná que terminou empatada.

Em poucos dias a polícia chegou aos três acusados: Waldir Pessoa Firmo Junior, de 34 anos, Luiz Cabral de Araújo Neto, de 30 anos, e Everton Filipe Santiago Santana, de 23 anos.

Fórum Joana Bezerra
Foto: Rafael Carneiro

O pai de Paulo Ricardo, José Paulo Gomes Silva, chegou cedo ao Fórum para acompanhar o julgamento."Eles condenaram meu filho a morte e mataram meu filho. A gente espera que eles sejam condenados e peguem a pena máxima", comentou. "É muito difícil você ver uma pessoa que destruiu a sua vida, a vida da sua família, matou seu filho", lamentou senhor José Paulo ao se lembrar que estará de frente com os assassinos do seu filho.

O repórter Rafael Carneiro acompanha o julgamento e traz os detalhes:

Um torcedor que por muito pouco não foi outra vítima fatal da violência relatou, à época, o que aconteceu. “Jogaram três bombas na gente, aí a gente correu, aí a cavalaria botou para cima da gente aí jogaram de cima do estádio um vaso sanitário, não deu para ver direito porque eu estava correndo, mas caiu na cabeça de um amigo da gente e na minha perna”, disse. Ouça:

Presos no Cotel desde maio do ano passado, os três integrantes da torcida organizada Inferno Coral vão responder por homicídio consumado e três tentativas de homicídios, por conta das vítimas atingidas pelos estilhaços dos dois vasos sanitários.

No dia do velório de Paulo Ricardo Gomes da Silva, a mãe dele, Joelma Valdevino da Silva, estava muito abalada. “Eu quero justiça e não desejo essa dor que eu tô passando hoje pra mãe nenhuma, nem mesma pra essa pessoa que fez isso com ele”, disse a mulher, no velório. Ouça:

Familiares e amigos de Paulo Ricardo Gomes da Silva se articulam para realizar um protesto pró-justiça antes do julgamento.

O primeiro ato é a escolha dos sete jurados, seguida da leitura do processo, depoimentos dos réus e debate entre acusação e defesa. A expectativa é de que a sentença ou absolvição do trio seja conhecida ainda na noite desta quarta-feira.

O pai de Paulo Ricardo Gomes da Silva, José Paulo Gomes da Silva está confiante com a possibilidade de justiça:

A morte do torcedor do Sport atingido por um vaso sanitário no Estádio do Arruda ganhou destaque internacional. Adelson José da Silva, advogado de um dos réus, Everton Filipe Santiago Santana, afirma que a estratégia está definida:

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