DEBATE

A falta de liderança para resolver a crise no debate desta quinta-feira

Apertem os cintos: a crise sem liderança, a política desacreditada, o governo sem apoio, o comando sem o poder. Convidados discutem as atitudes do governo em meio a crise

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 03/09/2015 às 14:24
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Imagem: Reprodução



No debate da Super Manhã desta quinta-feira (03), o comunicador Geraldo Freire recebeu no estúdio da Rádio Jornal, o economista Sérgio Buarque e os sociólogos José Arlindo Soares e Edval Cajá. Em pauta, a crise política e governabilidade do país.

O economista Sérgio Buarque citou que as condições políticas estão cada vez piores. Ele acredita que o governo tem feito muitas “trapalhadas”, que aumentaram a desconfiança das pessoas com relação à capacidade de conduzir o mínimo das condições do país. O economista falou ainda sobre a postura da presidente Dilma Rousseff, que “renunciou a governar em certa medida”, quando entregou a Michel Temer a condução política e ao ministro da fazenda, Joaquim Levy, a condição da economia. “Eles estão na corda-bamba”, disse. Buarque entende que há ausência total de orientação para o futuro e para o presente. “A gente tem que apertar os cintos, e estes estão quebrados”, lamentou.

O sociólogo Edval Cajá disse crer que o país esta vivendo uma das mais graves crises da história da sociedade brasileira e capitalista. “A crise do Brasil não é uma, principalmente, uma crise administra ou política. Ela é real, mas o epicentro é a economia. E com ela, vem a crise política, administrativa, ética e eu acho que isso é um resultado de uma falência desse modelo de desenvolvimento de sociedade em que nós vivemos”, disse.

Confira o debate na íntegra:

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