INTESTIGAÇÕES

Perícia vai identificar origem dos tiros de fuzil que mataram vizinho do antigo Aníbal Bruno

Ricardo Alves da Silva, de 31 anos, estava no quintal de casa, a 300 metros do Complexo Prisional do Curado, quando foi atingido.

Da Rádio Jornal
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Publicado em 28/09/2015 às 5:51
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Foto: Tato Rocha/JC Imagem


O corpo de Ricardo Alves da Silva será velado e sepultado no Cemitério Parque das Flores, no bairro do Sancho, nesta segunda-feira (28). O mecânico era morador do Alto da Bela Vista, no bairro do Totó, Zona Oeste do Recife, tinha 31 anos e morreu neste domingo (27) dentro da própria casa.

Ricardo Alves escovava os dentes no quintal da residência que fica nas proximidades do Presídio Frei Damião de Bozzano, que faz parte do Complexo Prisional do Curado. Os disparos foram efetuados durante um tumulto minutos antes do início da visita.

O mecânico Ricardo Alves da Silva era casado, pai de dois filhos e querido pelos moradores do Alto da Bela Vista. Alexandre Souza, que é amigo de Ricardo, lamenta a perde de mais um pai de família de forma inaceitável:


Foto: Tato Rocha/JC Imagem


Revoltados, os moradores do Alto da Bela Vista realizaram um protesto bloqueando trechos da BR-232 e da Avenida Liberdade. Edvaldo Muniz afirma que a comunidade cansou de ser vítima da violência originada nos conflitos entre a polícia e dos detentos no Complexo Prisional do Curado:

A versão oficial aponta que a policiais que fazem a segurança da unidade atiraram após reeducandos arremessarem pedras. Há relatos de que internos de pavilhões diferentes brigavam pela posse de um pacote arremessado por cima do muro.

Outra informação registra que um grupo de detentos tentou forçar a saída de um preso da ala de disciplina. Por isso, os policiais teriam reagido com tiros.

Os reeducandos Mário Francisco do Nascimento Neto e José Carlos Serafim foram baleados durante o tumulto. Eles foram encaminhados ao Hospital Otávio de Freitas e não correm risco de morte.

Atualmente, sete mil presos estão no Complexo Prisional do Curado, que tem capacidade para acomodar apenas 1,9 mil homens. A esposa de um detento, que não quis se identificar, fala dos momentos de tensão e aproveita para reclamar da precariedade:

Em nota, a Secretaria de Ressocialização informa que o episódio não impediu a visita dos familiares neste domingo. A Seres diz estar solidária a família de Ricardo Alves da Silva e pronta a prestar todos os esclarecimentos.

Uma sindicância está sendo aberta nesta segunda-feira (28) para apurar as responsabilidades do fato. A Polícia Civil também irá investigar a morte do mecânico baleado com três tiros no rosto. Porém, o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Joaquim Braga Neto, adota a cautela:

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