CRIME

Polícia conclui que o coordenador pedagógico Betinho foi morto por dois alunos

Ademário Dantas, de 19 anos, teve a prisão preventiva decretada. Um adolescente, também envolvido, deve responder ao ato infracional em reclusão

Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/09/2015 às 14:02
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Depois de quarto meses de investigação a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do professor José Bernardino da Silva Filho, conhecido por Betinho do Agnes. Ele foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no centro do Recife, no dia 16 de maio.

De acordo com a polícia, os responsáveis pelo crime são dois alunos da escola onde Betinho trabalhava como coordenador pedagógico. Ademário Dantas, de 19 anos, vai responder na justiça por homicídio qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela justiça. Já o outro suspeito, um adolescente de 17 anos, teve o procedimento encaminhado para a Vara da Infância e Juventude e deve responder o ato infracional em reclusão.

Clarissa Siqueira traz os detalhes:

Segundo o delegado Alfredo Jorge, responsável pelo caso, as impressões digitais do adolescente foram encontradas na arma do crime, um ferro de passar roupa, e no ventilador que teve o fio usado para amarar o pé da vítima. As digitais do Ademário Dantas foram encontradas na sala do apartamento de Betinho.

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O Instituto de Medicina Legal apontou ainda que Betinho foi torturado antes de ser morto. O delegado aponta como a polícia chegou até os estudantes. "No dia que eu convidei o adolescente para ser ouvido ele, de imediato, ao perguntar o relacionamento dele com Betinho ele indica logo Ademário Gomes da Silva Dantas dizendo que Ademário teria recebido mensagem via WhatsApp de Betinho, cobrando o porquê dele não estar mais atendendo as ligações", explicou. A gente recebeu algumas informações falando sobre atritos entre Ademário e Betinho.

A motivação do homicídio ainda não pode ser apontada. De acordo com o delegado Alfredo Jorge, o aparelho celular de Betinho ainda não foi achado pela polícia, mas foram encontrados vídeos feitos no equipamento que mostram Betinho durante uma relação sexual com adolescentes e imagens relacionadas a pedofilia. Betinho também era viciado em drogas e na casa dele foram achados cachimbos e pedras de crack.

"A motivação para esse crime, a gente só teria caso Ademário e o adolescente confessassem que realmente cometeu o homicídio contra o professor", destacou o delegado, dizendo ainda que o aparelho celular de Betinho foi encontrado através de técninas da polícia, já que foi levado do apartamento da vítima.

Durante a investigação mais de 40 pessoas foram ouvidas. Uma delas foi indiciada no caso por falso testemunho. Uenderlí Gomes frequentava a igreja na qual o pai de Ademário Dantas é pastor e disse ter ouvido uma conversa entre dois homens confessando o crime. Alfredo Jorge falou que houve uma tentativa de atrapalhar a investigação com a mentira.

Tanto o adolescente quanto Ademário Dantas, que é filho do coordenador do colégio Agnes, negam o envolvimento no crime e que estiveram no apartamento do coordenador pedagógico.

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