DENÚNCIA

Mãe acredita em negligência médica e diz que filho adolescente foi morto por ingestão de morfina

De acordo com a família de José Leandro Lima da Silva, a equipe médica havia sido informada da alergia. Em nota, o Hospital da Restauração afirmou que "pacientes em coma não recebem morfina"

Da Rádio Jornal
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Publicado em 14/10/2015 às 10:10
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Reportagem de Roberto Carvalho

O adolescente José Leandro Lima da Silva, de 17 anos, morreu no Hospital da Restauração após levar um tiro e ficar internado por 12 dias. De acordo com a família, o jovem vinha reagindo bem, mas o quadro evoluiu negativamente após a ingestão de morfina adicionada ao soro. A mãe dele, que não quis se identificar, acredita em negligência médica.

O Hospital da Restauração rebateu a denúncia e disse que o garoto recebeu todos os cuidados necessários. Além disso, a instituição afirma que pacientes em coma não recebem morfina. A nota, porém, entra em choque com a informação da mãe, que alega que o filho estava falando quando recebeu a medicação.

Depois de ser atingido por um tiro próximo ao terminal de ônibus de Três Carneiros, o quadro de José Leandro era grave, mas a família estava esperançosa, pois ele estava reagindo bem. A mãe explica que, depois da cirurgia, o adolescente estava corado e falava que 'ia sair dessa'. Porém, depois de receber uma soro adicionado de morfna, ele passaou mal e não resistiu. "Eu falei que ele era alérgico, mas eles não botaram. Eles foram negligentes com meu filho", completa.

A mãe diz que viu o filho todo roxo e procurou a equipe de enfermeiras para lembrar que o filho não podia tomar essa medicação. A resposta recebida por ela foi: "quem manda aqui é a enfermeira, não é a mãe". Depois disso, ele procurou os médicos atendentes e foi recebida com a informação de que eles estavam de folga e não iriam atendê-lo. Em seguida, pediram para ela sair. "Eu me retirei dali angustiada e passei a noite inteira chorando", desabafou.

Confira nota na íntegra:

O paciente José Leandro Lima da Silva, 17 anos, deu entrada no Hospital da Restauração no dia 08 de outubro, vítima de ferimento por arma de fogo na cabeça.

Em estado gravíssimo, em coma, recebeu todos os procedimentos necessários que o caso requeria; porém, não resistiu à gravidade do ferimento vindo a falecer ontem, às 5h.

Informamos ainda que um paciente em coma não recebe morfina, sendo, portanto, improcedente a afirmativa da prescrição deste medicamento ao paciente.

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