GREVE

Greve nacional completa 15 dias com 87% dos bancários parados em Pernambuco

Nos bancos públicos, o índice chega a 98%, enquanto nos bancos privados, 77% das agências pernambucanas estão fechadas

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Nesta terça-feira (20), a greve dos bancários completa 15 dias e segue forte no estado. De acordo com o Sindicato dos Bancários, a paralisação já é uma das mais fortes desde 2004 e atinge 87% dos bancos. Para o Sincidato, a greve garantiu a retomada das negociações com a Fenaban que, segundo a categoria, estava há 25 dias calada sobre as solicitações.

Mesmo com negociação marcada, o Sindicato realiza assembleia nesta terça-feira (20) para organizar a terceira semana de greve. A assembleia nesta terça-feira, dia 20, às 18h, na sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

A repórter Clárissa Siqueira foi às ruas para saber como as pessoas estão se virando para atender aos prazos de vencimentos das suas contas. Uma das sugestões é procurar as casas lotéricas ou os caixas eletrônicos. Outra ideia é usar os serviçoes de internet banking ou de aplicativos para smartphones e tablets.

De acordo com a presidente do Sindicato, Suzineide Rodrigues, mais de 87% dos 12 mil bancários estão parados em Pernambuco. "Nas instituições financeiras públicas, a paralisação atinge 98% das unidades. Nos bancos privados, 77% das agências pernambucanas estão fechadas”, diz. Para ela, a paralisação deve continuar forte até a Fenaban garantir uma proposta que atenda as reivindicações da categoria.

As negociações com a Febraban estão paradas desde o dia 25 de setembro, quando os bancos ofereceram reajuste de 5,5% (abaixo da inflação) e abono de R$ 2,5 mil, pagos apenas uma vez e não incorporados ao salário. Segundo o Sindicato dos Bancários, o índice representa um perda real de cerca de 4%.

Além do reajuste salarial de 16%, os bancários reivindicam valorização do piso no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82. Eles também cobram o fim das metas abusivas e do assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e proteção ao emprego, vales-alimentação e refeição maiores.

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