MATA SUL

Desocupação de residências do Minha Casa, Minha Vida, em Água Preta, não registra conflitos

A propriedade foi construída para acomodar as famílias que ficaram desabrigadas após as fortes chuvas e alagamentos no município no ano de 2010

Da Rádio Jornal
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Publicado em 21/10/2015 às 14:44
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Foto: Divulgação

Deve ser concluída ainda nesta quarta-feira (21) a desocupação dos imóveis do Conjunto Residencial Eudócia, do Programa Minha Casa Minha Vida, localizados em Água Preta, na Zona da Mata Sul pernambucana. A propriedade foi construída para acomodar as famílias que ficaram desabrigadas após as fortes chuvas e alagamentos no município no ano de 2010.

Ao todo, 150 das 800 residências foram invadidas quando o empreendimento estava na fase de entrega há aproximadamente um ano e oito meses. 32 policiais federais e cerca de 80 policiais militares, além do Corpo de Bombeiros e representantes do Conselho Tutelar participam da reintegração de posse, determinada pela 26ª Vara da Justiça Federal em Palmares.

Confira os detalhes na reportagem de Lélia Perlim:

O major Souza, do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), relata o início da operação. “Nós chegamos no terreno por volta das 6h30 e os moradores já sabiam que tinham que sair dos imóveis e não ofereceram resistência nenhuma”, detalhou, apontando ainda que a operação segue sem intercorrências. “Nós esperávamos passar aqui em torno de dois dias, mas com a mobilização dos moradores e coma rapidez com que está sendo feita a reintegração de posse, deveremos concluir hoje ainda”, disse.

A prefeitura de Palmares forneceu um local para as famílias acomodarem os móveis temporariamente, mas alguns ocupantes afirmam que vão deixar os objetos na rua.

O zelador, Erivaldo Cândido, é um dos ocupantes que vai ter que sair do residencial. Ele afirmou que não tem para onde ir. “Eu não tenho lugar para ir não. Não tenho condições de pagar aluguel. Vou ficar no meio da rua mesmo”, disse.

De acordo com a Polícia Federal, o ocupante que se opor à retirada dos móveis vai ser preso por desobediência ou resistência à determinação judicial. Depois da desocupação, os imóveis vão ser entregues à caixa econômica que vai fazer a redistribuição deles aos contemplados pelo Governo Federal.

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