QUINTA VEZ

Após adiamento de julgamento de radialista executado em Carpina, família diz que não desistirá

Radialista e vereador João Cândido, executado em Carpina, na Zona da Mata do Estado, em 2005

Da Rádio Jornal
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Publicado em 29/10/2015 às 14:20
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Foto: Reprodução/ Internet

Em mais uma audiência na 2ª Vara do Júri da Capital, familiares do radialista e vereador João Cândido, executado em Carpina, na Zona da Mata do Estado, saíram decepcionados com o cancelamento do júri popular.

Cansada de subir os degraus do Fórum Joana Bezerra, e acompanhar de perto o 5º adiamento, Carol Cândido, filha da vítima, diz que só resta renovar as esperanças. “Eu não vou desistir, em nome de toda família, nós não vamos desistir. Peço ajuda da imprensa e do Poder Judiciário”, afirmou.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

O descumprimento de uma mandado de busca de provas em operadoras de telefonia, que comprovam a localização dos envolvidos na cena do crime, solicitadas pelo juiz Jorge dos Santos Henriques, e mais uma vez não atendidas pelas empresas, gerou a falta de plenitude de defesa dos quatro réus: Edílson Soares Rodrigues, Tairone César da Silva Pereira, André Luiz Carvalho, policiais militares e Jorge José da Silva.

Nas oportunidades anteriores, a promotoria havia solicitado o cancelamento, seja pela perda de 3 volumes de provas com 600 páginas ou pela falta de informações solicitadas as operadoras de telefonia.

Mas nesta tentativa, a defesa decidiu mudar de postura e foi dela o pedido. Motivo explicado pelo advogado José de Siqueira. “Pela falta de atendimento de um requerimento que o Ministério Público vinha insistindo e estranhamente desistiu na data de hoje a defesa manifestou no sentido de que fosse cumprida a diligência. Sem essa diligência a gente não tem como ser preciso no tocante onde estavam os acusados no momento em que o fato aconteceu”, disse.

Já a promotoria conseguiu reunir material suficiente, segundo o promotor Roberto Brainer. O promotor do Ministério Público de Pernambuco vai pedir ainda que a investigação seja reaberta para apurar o mandante da execução.

O crime ocorreu em primeiro de julho de 2005. O radialista foi atingido por 20 disparos de arma de fogo quando chegava para trabalhar em uma rádio de Carpina.

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