RISCO

Família acusa HGV de dar alta precoce a uma paciente com obesidade mórbida

Segundo a família, Bianka foi transferida para casa numa ambulância que não tinha balão de oxigênio. Ela estava internada para tratar infecções respiratória e urinária

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 29/10/2015 às 17:45
Leitura:
Mulher de 40 anos sofre de obesidade mórbida. Foto: Arquivo pessoal


A família de uma paciente do Hospital Getúlio Vargas (HGV) denuncia que ela teve alta precoce, na última segunda-feira (26). Bianka Melazzi, de 40 anos, sofre de obesidade mórbida e tem transtornos mentais, tendo ficado 21 dias na unidade de saúde, localizada na Zona Oeste do Recife.

Ela mora em Jardim Paulista, na cidade de Paulista, e foi encaminhada à UPA da localidade no dia 4 de outubro com quadro de infecção urinária e respiratória. No dia 5 de outubro, a paciente foi encaminhada para o HGV. Nesse período, Bianca superou a infecção urinária, mas a infecção respiratória não foi completamente controlada.

Depois que recebeu alta, Bianka foi colocada numa ambulância que a levou para casa. No caminho, ela passou mal. A irmã da paciente, Bruneide Melazzi, disse que, no veículo, não havia balão de oxigênio para o caso de urgência.

Ouça a entrevista com a mulher:

Em nota, a direção do Hospital Getúlio Vargas informou que vai investigar as denúncias de falta de oxigênio durante a transferência da paciente e disse que Bianka só recebeu alta do hospital depois de apresentar melhora clínica.

Confira a nota na íntegra:

A direção do Hospital Getúlio Vargas informa que vai investigar as denúncias de falta de oxigênio durante a transferência da paciente Bianca Melazzi, mas ressalta que ela foi atendida na unidade, recebendo toda a assistência necessária da equipe multiprofissional durante os 21 dias em que ficou internada. Apesar de ter chegado em estado grave, a paciente só foi liberada após apresentar melhora clínica e ter a alta autorizada pela equipe médica.

Sobre a transferência, é importante esclarecer que a paciente pesa cerca de 300 quilos e nenhuma maca da unidade (ou de serviços de resgate) é capaz de suportar esse peso e a transferência em um colchão foi a forma encontrada para removê-la com segurança e o mínimo de conforto. Após a alta, já em sua residência, a paciente apresentou intercorrências e piora clínica e foi socorrida pelos bombeiros para a UPA de Paulista.

No momento, o quadro da paciente é estável e ela está recebendo toda a assistência na unidade, que já solicitou transferência para um hospital de referência em clínica médica. A expectativa é que ela seja transferida a qualquer momento.

Mais Lidas