SIRINHAÉM

Principal suspeita, mãe diz que não é um monstro e que não mataria o próprio filho

Polícia acredita na hipótese de um acidente doméstico ter causado o falecimento da criança. Paulo Henrique dos Santos teria sido colocado embaixo do pula-pula já morto

Da Rádio Jornal
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Publicado em 04/11/2015 às 7:06
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Paulo Henrique dos Santos, de apenas três anos, teria morrido por traumatismo craniano. Foto: reprodução/TV Jornal


Depois do laudo da necropsia realizada pelo Instituto de Medicina Legal apontar que o menino Paulo Henrique dos Santos foi morto por traumatismo craniano, a Polícia agora investiga quem seriam os responsáveis pela morte do menino em Sirinhaém. O corpo da criança foi encontrado dentro de um pula-pula desinflado na manhã do último domingo (1º) em uma praça da praia de Barra de Sirinhaém, no litoral da cidade que fica na Mata Sul de Pernambuco.

De acordo com a polícia, existem contradições nos depoimentos dos familiares da criança. Segundo o delegado Carlos Veloso, responsável pelo caso, a mãe teria deixado a criança sozinha na noite do sábado (31) no brinquedo inflável.

A dona de casa Patrícia Maria da Silva reconhece que perdeu o menino de vista ao catar latinhas, principal fonte de renda da família. Ela afirma que está com a consciência tranquila sobre as acusações, mas com o coração apertado. “Eu acho que ele veio atrás de mim, não me encontrou e voltou para o pula-pula”, diz. “Esse menino era tudo pra mim. Ele se foi, mas a dor fica. Só Deus sabe”, lamenta.

A Polícia acredita que a criança foi atingida por uma pancada na cabeça e outra nas costas. O delegado de Sirinhaém está investigando a informação de que o menino foi deixado só em casa e diz que a queima do brinquedo pode ter prejudicado as investigações. “A notícia inicial é que houve um abandono de incapaz. [Segundo testemunha] a mãe teria saído pra beber. Pode ter sido simplesmente um acidente, a criança ter caído de uma cadeira, e a mãe, temente represália da família, ter colocado o corpo dele embaixo da lona”, afirma.

Após os depoimentos, a Polícia considera mínima a possibilidade de Paulo Henrique ter falecido no interior do brinquedo inflável. De acordo com a Polícia, pula-pula tinha quatro metros quadrados e não tinha como causar um traumatismo craniano, já que é de material flexível. Inicialmente, a suspeita da família era de que a criança morreu sufocada.

Os vizinhos chegaram a tocar fogo no brinquedo e a destruir uma churrasqueira da comerciante Maria Nazaré Bezerra. Ela se considera inocente e deixou a cidade por temer represálias:

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