DEBATE

O trabalho voluntário e o mundo dos filantrópicos no debate desta segunda-feira

Os convidados de Geraldo Freire falaram sobre o voluntariado e como vivem as pessoas e as instituições que se dedicam a ajudar e prestar serviços

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 09/11/2015 às 14:49
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Foto: Reprodução internet


No debate da Super Manhã desta segunda-feira (9), o comunicador da maioria, Geraldo Freire, recebeu no estúdio da Rádio Jornal, o gestor administrativo da AACD, José Nunes, o médico Gil Brasileiro e o fundador da ONG Novo Jeito e do Programa Transforma Recife, Fábio Silva. Em pauta, o mundo dos filantrópicos. Como vivem as pessoas e as instituições que se dedicam a ajudar e prestar serviços? E em tempos de crise, como os cidadãos podem colaborar mais com esses projetos?

O gestor e médico Gil Brasileiro falou sobre as instituições do estado e o momento atual de cada uma, no cenário de crise, tanto financeira, quanto do voluntariado. “Alguns hospitais tem levado algumas pancadas com o voluntariado. Já aconteceram vários casos no Sul do país, em que as pessoas atuam como voluntárias e entram na justiça depois”, disse. Ele falou ainda que no Hospital Tricentenário, por exemplo, não possui atividade voluntária, por conta disso.

O gestor administrativo da AACC, José Nunes, contou que a AACD nasceu de um movimento voluntário em 1950. “Um médico voluntário em São Paulo criou a AACD e consolidou-se o voluntariado na AACD. Hoje, aqui em Pernambuco, nós temos 280 voluntários. E, no Brasil, são 1700 na AACD como um todo”, disse. Nunes falou ainda que existem requisitos de recrutamento e treinamento, além do respeito à carga horária. “Eles não podem ultrapassar a carga horária regimental, e talvez essa seja uma das razões que temos menos problemas [trabalhistas] com relação ao voluntariado”, pontuou. O gestor considera a atividade imprescindível dentro da AACD.

A jornada do voluntário é de quatro horas diárias, havendo um substituto logo após o término. “Como nós temos quase 300 voluntários, isso faz que nossa necessidade seja toda cumprida”, completou.

O fundador da ONG Novo Jeito e do Programa Transforma Recife, Fábio Silva, contou que atua no terceiro setor há cinco anos. Ele falou sobre algumas das ações em instituições do Recife. “Reformamos 19 áreas do Hospital de Câncer em parceria com vários arquitetos”, comemora. Ele disse ainda que o Novo Jeito é um movimento de 100% do voluntariado. “O projeto tem mais de 2000 voluntários na cidade”, contou. Fábio também falou sobre o Transforma Recife, que une todas as organizações sociais, igrejas, faculdades, que precisam de voluntários às pessoas que querem ajudar sendo voluntárias. “Esse projeto é um mediador: liga oportunidades com necessidades”, disse.

Voluntariômetro registra ashoras dedicados pelos recifenses ao trabalho social
Foto: Edmar Melo/JC Imagem


Confira o debate na íntegra:

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