CUIDADOS

Infectologista diz que é cedo para determinar o que tem gerado surto de microcefalia no estado

Todas as notificações de microcefalia do estado estão sendo submetidas a um protocolo

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 13/11/2015 às 14:32
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Todas as notificações de microcefalia do estado estão sendo submetidas a um protocolo. Nelas mães e crianças estão sendo investigadas a fim de descobrir a origem do surto de má formação no cérebro de bebês.

As autoridades epidemiológicas estão reforçando a atenção e inclusive dois representantes do Ministério da Saúde foram convocados para acompanhar de perto os casos. Eles visitam maternidades e, quando necessário, as casas das vítimas.

No Hospital Universitário Oswaldo Cruz, 40 crianças estão sendo acompanhadas. Ângela Rocha, chefe do serviço de infectologia pediátrica explica alguns sintomas apresentados pelas mães durante a gestação. “A gente tem umas mães que falaram de manchinhas no corpo, sem febre, quadros leves que pareciam alergia ou dengue. Mas também têm mães que não referem nada”, detalhou a médica.

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A infectologista, no entanto, disse que é cedo para determinar o que tem gerado o surto. “Então por isso que a gente não pode dizer a causa disso, é um vírus que vai dar sempre manchinhas no corpo”, alertou, destacando que algumas mães não relataram nenhuma intercorrência durante a gestação.
A média anual do estado era de 12 crianças microcéfalas e até o dia 10 deste mês o número de notificações registra 141 pacientes.

Confira os detalhes na reportagem de Rafael Carneiro:

Além do Oswaldo Cruz, o IMIP também está recebendo bebês com a condição. Todos passam por tomografia, exame se sangue e são atendidos por neurologista.

A chefe de infectologia do HUOC comentou a declaração do diretor de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde. Ângela Rocha informou que não existe nenhuma nota técnica nem da Secretaria Estadual de Saúde e nem do governo federal proibindo a gravidez. Mas é hora das mulheres gestantes reforçarem a atenção entre o primeiro e o quarto mês. “O pré-natal, como sempre foi, vai ser fundamental”, reforçou.

A microcefalia pode causar retardo mental, convulsões, problemas de audição, visão e motor. A anomalia é caracterizada pelo comprometimento do cérebro do bebê. Na prática apresentam crânio com menos de 36 centímetros.

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