POLÍTICA

"Ninguém poderia imaginar isso do Delcídio. O sentimento é de perplexidade", diz Aécio Neves

Senador, entrevistado com exclusividade na Rádio Jornal, chamou governo de "máfia" e disse que o PT "faz mal ao país"

Da Rádio Jornal
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Publicado em 26/11/2015 às 8:56
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Foto: Bobby Fabisak/Arquivo JC Imagem


Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire, na Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (26), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateu forte no governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e comentou os últimos acontecimentos da Operação Lava Jato. "Nem nós da oposição poderíamos imaginar o tamanho dessa máfia", disse o senador. Ouça a entrevista completa:

O candidato, derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, disse que conhecia o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que foi preso pela Polícia Federal ontem, e que todos foram pegos de surpresa: "Ninguém poderia imaginar isso do Delcídio. O sentimento é de perplexidade", declarou. Ele ainda afirma que é improvável não existir uma participação maior do governo nos escândalos revelados: "essa organização criminosa não sobreviveria sem comando. É isso o que a Lava Jato está mostrando", pontuou.

Para o senador mineiro, de positivo de todo esse escândalo está a prova de que "as instituições da Justiça brasileira funcionam bem". O político ainda criticou a gestão da Petrobras. De acordo com ele, "o governo do PT conseguiu o milagre de quebrar a estatal".

IMPEACHMEANT

Em meio às discussões pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Aécio ironizou o Partido dos Trabalhadores ao lembrar que "o PT que apoiou o impeachment de Collor lá atrás, agora acha que é golpe". Para o tucano, se o presidente comete um crime é situação de impeachment e a presidente Dilma teria cometido crime de responsabilidade na visão do Tribunal de Contas da União (TCU). "Nosso papel como oposição é garantir que as instituições funcionem", declarou.

ELEIÇÕES 2016 E 2018

O senador também comentou o processo para as eleições municipais do ano que vem. No Recife, o prefeito Geraldo Julio (PSB), provável candidato à reeleição, tem como um dos principais adversários o deputado federal Daniel Coelho (PSDB). Aliado do PSB desde o segundo turno de 2014, Aécio disse que não há pressa para o partido tomar uma decisão na capital: "Temos boas relações com o PSB, mas temos bons nomes para disputar Prefeitura do Recife", disse.

Sobre as eleições presidenciais de 2018, onde aparece nas pesquisas entre os primeiros colocados, o mineiro disse que ainda é cedo e desconversou sobre a concorrência interna dentro do PSDB com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o senador paulista José Serra. Ele afirmou que "O PSDB terá candidato para vencer as eleições e livrar o Brasil dos males que o PT está fazendo".

TRAGÉDIA EM MINAS GERAIS

O rompimento de uma barragem em Mariana (MG), provocando um dos maiores danos ambientais da história do país, também virou assunto da entrevista. Ele negou que tenha receio da abertura de uma CPI para apurar o caso, uma vez que Aécio foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. "Não me assusta uma CPI. A tragédia ambiental em Mariana foi uma das maiores da história do país. Assusta a precariedade do trabalho feito pelas mineradoras", afirmou.

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