EPIDEMIA

Profissionais de saúde do Recife são capacitados para atender casos de microcefalia

Um dos objetivos é preparar os profissionais para relatar o diagnóstico às gestantes

Da Rádio Jornal
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Publicado em 02/12/2015 às 15:31
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Foto: Edmar Melo/ JC Imagem

Profissionais da rede de atenção à saúde do Recife começam nesta quarta-feira (2), uma série de capacitações para qualificar o atendimento às gestantes e bebês com microcefalia no município.

Trinta e um médicos ultrassonografistas participaram nesta quarta-feira, do curso de atualização no protocolo para diagnóstico da doença e os critérios ultrassonográficos, realizado na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Pernambuco, no bairro de Santo Amaro. O treinamento foi ministrado pelo médico Pedro Pires, que tem experiência na área de ultrassom e medicina fetal.

A gerente de Políticas Estratégicas de Saúde do Recife, Delma Pessoa, destaca que além da importância de capacitar os profissionais nos termos técnicos o objetivo é preparar os profissionais para relatar o diagnóstico às gestantes.

Henrique Santos traz os detalhes. Confira:

A próxima turma de capacitação vai ser direcionada a profissionais obstetras, neonatologistas e enfermeiros das Maternidades Bandeiro Filho, Barros Lima e Arnaldo Marquês. Nesta quarta, um grupo de infectologistas da Organização Pan-Americana de Saúde e do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos visitaram o Hospital Oswaldo Cruz, na área central do Recife. O hospital é referência nos casos de doença transmitidas pelo mosquito Aedes egypti.

A chefe do setor de infectologia pediátrica do Hospital, Ângela Rocha, destaca qual foi interesse da visita estudiosos. “Vários países tem um vetor, tem um mosquito. Esses vírus circulam em vários países, como também estão circulando no Brasil. Eles vieram se inteirar da situação, para maior informação para traçar condutas”.

A Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram, nessa terça-feira (1º), um alerta mundial sobre a epidemia do Zika vírus. No comunicado aos países membros, a organização pede que eles estabeleçam a capacidade do diagnóstico da doença e se preparem para um aumento no número de casos, reforçando o atendimento pré-natal e neurológico.

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