POLÍTICA

Sobre impeachment, Paulo Câmara afirma que não vê elementos para uma medida tão drástica

Governador de Pernambuco negou ter assinado carta dos governadores do Nordeste que repudia a abertura do processo, mas diz respeitar a atitude

Da Rádio Jornal
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Publicado em 03/12/2015 às 17:14
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Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, negou ter assinado a carta dos governadores do Nordeste repudiando a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

“Eu não participei dessa nota. Respeito a nota dos governadores do Nordeste, mas eu quero pensar no futuro. É importante para o Brasil que isso seja resolvido logo”, se posicionou Câmara.

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O chefe do executivo estadual falou em entrevista à TV Jornal, nesta quinta-feira (3), que não vê elementos para uma medida tão drástica. “Eu tenho uma posição muito clara sobre isso. Eu entendo que não há elementos que façam com que a presidente da república seja enquadrada no crime de responsabilidade (fiscal)”.

Confira a entrevista:

Paulo Câmara avalia ainda que, a partir de agora, é importante o esclarecimento dos fatos. “Diante do fato já consumado de abertura do processo, é muito importante que haja o devido esclarecimento, a devida apuração, que nós viremos essa página”, pontuou.

Para o governador, o Brasil precisa voltar a crescer e a gerar emprego, além de voltar a transmitir confiança. “Um dos fatores que fazem com que essa confiança não exista no Brasil é a crise política. Estamos agora com dois elementos importantes que estão sendo resolvidos. Primeiro, o afastamento do presidente da câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o segundo é que haja realmente uma definição sobre essa questão do impedimento da presidente”, concluiu.

A nota foi assinada pelos governadores do Ceará, Camilo Santana (PT); Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); Sergipe, Jackson Barreto (PMDB); Bahia, Rui Costa (PT); Piauí, Wellington Dias (PT); e Maranhã, Flávio Dino (PCdoB). A produção não conseguiu falar com a assessoria do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB).

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