POLÍTICA

CNBB assume posição contrária ao impeachment e presidente da OAB alerta para que não vire golpe

A ordem dos advogados do brasil disse que está estudando o processo antes de se posicionar. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirmou que o processo atende a “interesses espúrios”

Da Rádio Jornal
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Publicado em 04/12/2015 às 6:24
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Foto: reprodução/internet


Em nota oficial, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou que o processo de impeachment é um instrumento jurídico válido, mas alertou para que ‘não se incorra em um golpe’.

De acordo com Marcus Vinicius, a OAB está analisando o processo antes de dar um parecer técnico-jurídico à sociedade. Os membros do conselho estão se reunindo diariamente para avaliar a crise política do país. A ordem deve se posicionar sobre o impeachment da presidente Dilma até a próxima quarta-feira (9).

Já a comissão brasileira justiça e paz da conferência nacional dos bispos do brasil critica o peemedebista Eduardo Cunha. A CNBB se posicionou, através de nota oficial, contra o processo de impedimento de Dilma.

A comissão afirmou que a abertura de processo de impeachment “carece de subsídios que regulem a matéria, conduzindo a sociedade ao entendimento de que há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. O texto ainda fala em ‘interesses espúrios’ e diz que “A ordem constitucional democrática brasileira construiu solidez suficiente para não se deixar abalar por aventuras políticas que dividem ainda mais o País”.

A ex-candidata a presidente Marina Silva e o seu partido recém-criado, a Rede, fizeram questão de se posicionar contrários ao processo. De acordo com o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), a legenda concluiu que "pelos fatos apresentados até o momento, não se encontram presentes os elementos necessários" para o afastamento da presidente.

Nesta quinta-feira (3), o Supremo Tribunal Federal negou duas das três ações judiciais questionando o processo de impechment aberto por Eduardo Cunha. As propostas foram enviadas separadamente por parlamentares do PT e do PC do B que tentavam barrar o processo na Câmara.

Nas redes sociais, o embate entre quem apoia e quem critica o impeachment é recheado de troca de acusações. O coordenador Estadual do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, é enfático ao dizer que “não vai ter golpe”.

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