Para adiantar julgamento do impeachment, Dilma defende que Congresso Nacional não tire recesso de janeiro

Segundo a presidente da República, o Brasil ficaria parado, tanto do ponto de vista político como do ponto de vista econômico

BRASÍLIA

Da Rádio Jornal

 

Em Brasília, não se fala em outra coisa a não ser impeachment. Enquanto isso, a presidenta Dilma Rousseff defendeu, durante discurso no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (7), que o Congresso Nacional não tire o recesso de janeiro. 

Segundo a presidente da República, o Brasil ficaria parado, tanto do ponto de vista político como do ponto de vista econômico. Para Dilma, é muito importante que o Congresso Nacional não tire o recesso de janeiro, até por que, neste período a presidenta apresentaria a defesa dela e aí, já em fevereiro, seria realizado o julgamento em torno do mandato de Dilma. 

A oposição, ao contrário, quer esticar a corda. Na prática, a oposição não concorda em acabar com o recesso em janeiro. O líder do Democratas, Mendonça Filho, disse que vai voltar para as bases, conversar e ouvir a população. 

Confira os detalhes em Romoaldo de Souza: 

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O recesso pode ser suspenso em três situações. A primeira, a própria presidente da república pode convocar o congresso em sessão extraordinária. Por outro lado, os presidentes da Câmara e do Senado, juntos, Eduardo Cunha e Rennan Calheiros, podem tomar essa decisão. E, finalmente, a maioria dos parlamentares, desde que nessa convocação extraordinária esteja definido o que os parlamentares vão fazer durante o recesso. 

Enquanto isso, a eleição da Comissão Especial que irá analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi adiada para a sessão ordinária da Câmara de amanhã (8), que tem início às 14h. A decisão foi anunciada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em reunião com líderes da base governista e da oposição. A eleição da comissão estava prevista para às 18h de hoje (7).

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