SAÚDE

Larvicida será colocado em carros-pipa do Nordeste para combater mosquito Aedes aegpyti

Ministro da Saúde participou de reunião com representantes de 25 estados e do Distrito Federal. Para Marcelo Castro, a ideia está centrada em não deixar o mosquito nascer

Da Agência Brasil
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Publicado em 09/12/2015 às 6:26
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Foto: Arquivo/Agência Brasil


Os carros-pipa que transportam água para os municípios atingidos pela seca no Nordeste vão receber larvicida para combater o Aedes aegypti. A intenção é destruir as larvas do mosquito transmissor do vírus Zika e da dengue. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, em coletiva de impressa na noite dessa terça-feira (8).

De acordo com ele, essa será a “principal ação” a ser feita pelo ministério a partir de agora, visando a combater o mosquito antes mesmo que ele nasça. “As pessoas acumulam água reservada em vasilhames para usar, e esses vasilhames estão sendo hoje, no Nordeste, o criadouro principal dos mosquitos. A campanha está centrada em não deixar o mosquito nascer”, afirmou.

Marcelo Castro conversou com jornalistas após participar de uma reunião da presidenta Dilma com 25 representantes dos estados e do Distrito Federal, governadores e vices, para discutir o assunto. Durante o encontro, foi discutida a importância do envolvimento de cada uma das pessoas no enfrentamento ao mosquito e a preocupação com as gestantes para que não sejam picadas.

Na última semana, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e casos de microcefalia em crianças, que aumentaram significativamente nos últimos meses. De acordo com a pasta, 1.761 casos suspeitos de microcefalia foram já notificados em 422 municípios brasileiros. Segundo o ministro, deve-se evitar o contato com o mosquito seja com telas nas casas ou roupas compridas, principalmente por parte das grávidas.

“Devemos fazer o dever de casa e, a partir de agora, entrar de casa em casa e exterminar qualquer foco, criadouro do mosquito. Essa ação tem que ser uma ação de toda a sociedade”, defendeu o ministro. Ele informou que mesmo com a atual restrição orçamentária, “não faltarão recursos” já que “hoje não existe no país problema maior”.

Além da campanha nacional, foi decidido que Brasília comandará um centro de controle de desastres. O objetivo é instalar salas nos estados e municípios para facilitar a comunicação sobre o vírus Zika. De acordo com o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, a centralização do controle permitirá maior eficiência no combate ao vírus e agilidade na avaliação dos resultados.

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