ECONOMIA E NEGÓCIOS

Economista alerta para os riscos dos juros dos cartões de crédito

A taxa média de juros no cartão de crédito atingiu em novembro o maior patamar desde março de 1996, 378,76% ao ano

Da Rádio Jornal
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Publicado em 11/12/2015 às 13:24
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Foto: Getty Images

Estamos no final do ano e este é um período em que, historicamente, as pessoas tendem a comprar mais. Mas, em um momento em que a economia está desaquecida, a população tem comprado menos e o comércio sofre com a ausência de clientes.

Quem não consegue resistir, acaba utilizando o cartão de crédito para pagar as compras. A taxa média de juros no cartão de crédito atingiu em novembro o maior patamar desde março de 1996, 378,76% ao ano.

O levantamento é da Associação Nacional de Executivos de Finanças. Administração e Contabilidade (Anefac), divulgado nessa quinta-feira (10). Ao mês, a taxa cobrada subiu para 13,94%. Como comparação, em outubro os juros na modalidade foram de 13,73% ao mês e de 368,27% ao ano.

Este é o comentário de Ecio Costa, na coluna Economia e Negócios. “Esses números só vem piorando ao longo do ano por que a gente está numa situação macroeconômica bastante comprometedora”, explicou o economista. “Isso significa que os bancos estão vendo que a situação da inadimplência está cada vez mais alta, que o desemprego está aumentando, que a renda das famílias está se deteriorando por conta da inflação e por ver esse risco crescer eles aumentam a taxa de juros”, completou.

Ecio ainda exemplifica, apontando que até o pagamento feito com um pouco de atraso é perigoso. "Se você pegar R$ 3 mil e deixar no rotativo do cartão de crédito por 30 dias, você termina pagando R$ 418,20 a mais de juros", alertou, apontando que este valor é levando em consideração juros a 13,94% ao mês. "São números que precisam servir de alerta para que as pessoas não incorram nesses erros".

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