SAÚDE

Drauzio Varella fala sobre dengue, zika vírus e microcefalia

O médico diz que o combate ao aedes aegypti depende diretamente de ações da população

Da Rádio Jornal
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Publicado em 15/12/2015 às 9:22
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Foto: Twitter/Rádio Jornal

Em entrevista concedida ao comunicador Geraldo Freire no programa Super Manhã desta terça-feira (15), o médico Drauzio Varella esclareceu alguns pontos sobre o aumento dos casos de crianças com microcefalia no Brasil e sobre a possível relação entre a malformação e o zika vírus. O médico participou de uma apresentação do balanço das ações de combate à dengue no Recife.

Segundo Drauzio Varella, as crianças nascidas de mães que tiveram o zika vírus enquanto grávidas, não necessariamente nascem com microcefalia. Mesmo assim, o médico disse que a recomendação para as mulheres que não estão grávidas é que adiem a gravidez. “É importante esperar alguns meses para que possamos entender o que está acontecendo”, recomendou.

Quando perguntado sobre o porquê de Pernambuco ser o estado com mais ocorrências da malformação (251 confirmados), Varella comentou que o estado que registrou mais casos de dengue foi São Paulo, na Região Sudeste, mas, segundo o Ministério da Saúde, não foi confirmado nenhum caso de zika (transmitida pelo mesmo vetor da dengue) no estado.

Drauzio Varella também afirmou ser preciso uma grande mobilização popular na eliminação do aedes aegypti. “Ele é um mosquito doméstico, que é criado no quintal das nossas casa e tem um raio de ação muito pequeno. Isso depende diretamente da colaboração da população”, comentou.

Sobre a hipótese de que seria possível a transmissão do zika vírus de pessoa para pessoa, o médico disse que há um caso sendo estudado, em que talvez tenha havido transmissão sexual, mas isso não está confirmado.

“De alguma forma, os brasileiros aprenderam a conviver com a dengue, por ela geralmente ter um curso benigno. Já o chikungunya e a zika têm complicações maiores, como mostram estudos, que dizem que 50% das pessoas que adquirem o chikungunya têm dores articulares depois de um ano. Essa é uma área para a qual o Serviço Público não está preparada e por isso a prevenção é tão importante”, adverteu.

Ouça abaixo a entrevista completa:

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