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Policiais do Denarc são presos depois de roubar maconha apreendida com traficante

Eles foram detidos dentro do prédio da Polícia Civil de Pernambuco, no centro do Recife

Da Rádio Jornal
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Publicado em 16/12/2015 às 15:12
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Chefe da Polícia Civil e delegados apresentaram os detalhes nesta quarta-feira (16)
Foto: Clarissa Siqueira/ Rádio Jornal

Os policiais civis Leonardo Menezes Lourenço, João Rodrigues de Almeida Filho, Jorge Augusto Silva Rodrigues e Ednã Vitorino da Silva já estão no Cotel, em Abreu e Lima, no Grande Recife. Os quatro aguardam o julgamento pelos crimes de associação criminosa, roubo, sequestro e concussão, que é quando o servidor público usa do cargo para obter vantagens.

Eles foram presos na última terça-feira (15), depois que uma investigação realizada pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) apontou o envolvimento deles no desaparecimento de cerca de 8 kg de maconha. O delegado titular do GOE, Claudio Castro, detalha como os policiais cometeram os crimes ao chegar na casa de um casal suspeito de tráfico, no Paulista. “Encontram essa droga no quadro, fizeram a apreensão da droga e levaram esse homem com eles, mantiveram por cerca de uma hora e meia em poder deles, circulando com a viatura policial, em seguida ele foi liberado e depois deram um destino”, disse. “Encontrando a droga, ela foi subtraída pelos policiais e o casal foi liberado”, acrescentou o delegado.

Todos os presos eram lotados no Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que começou a investigação no mês de outubro deste ano. Em novembro a iniciativa foi repassada para o GOE, que concluiu o inquérito e solicitou os quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Clarissa Siqueira traz os detalhes:

De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros, o fato da investigação ter começado dentro do próprio departamento no qual os suspeitos faziam parte comprova a seriedade do Denarc. O chefe da polícia, falou que, caso seja confirmado, os suspeitos podem ser condenados e demitidos.

Os quatro foram detidos dentro do prédio da Polícia Civil de Pernambuco, no centro do Recife. Se condenados, podem pegar penas de mais de 20 anos de reclusão.

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